DEPORTAÇÕES
Teresinha Ferreira
08 de julho de 2026 às 23:19 ▪ Atualizado há 2 horas
As deportações em massa dos Estados Unidos e as falhas no acolhimento de migrantes no Brasil foram amplamente criticadas por ativistas durante uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 8 de julho.
A audiência é resultado da mobilização internacional, consequência da Jornada Continental pelo Direito à Migração, ocorrida em março. Bárbara Corrales, do comitê da jornada em São Paulo, destacou a ação do ICE (Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos Estados Unidos), que recentemente prendeu 10 mil pessoas em cinco dias, aumentando a tensão entre migrantes.
Os números mostram que, de janeiro de 2025 até junho deste ano, cerca de 600 mil pessoas foram deportadas dos EUA, incluindo 4,6 mil brasileiros. A maioria dos 60 mil detidos não tinha antecedentes criminais.
Heloísa Galvão, do Grupo Mulher Brasileira, relatou a situação "catastrófica" dos migrantes brasileiros nos EUA, mencionando detenção prolongada e dificuldades legais enfrentadas por aproximadamente 17 mil brasileiros.
Do lado brasileiro, a diplomata Carlota Ramos destacou que o país atua em defesa dos direitos de migrantes e refugiados, com ações como a Operação Acolhida e o Plano Nacional de Migrações.
O deputado Rui Falcão (PT-SP) enfatizou a necessidade de fortalecer o Programa Aqui é Brasil para reintegrar brasileiros deportados à força. Ele destacou a falta de recursos para garantir direitos sociais e oportunidades de trabalho.
Migrantes no Brasil também compartilharam suas experiências de racismo, xenofobia e condições de trabalho precárias. Constance Salawe, do Conselho Municipal do Migrante de São Paulo, reforçou que a legislação brasileira precisa ser aplicada na íntegra para garantir a proteção e integração dos migrantes.
Fonte: Agência Câmara
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