RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Da Redação
29 de julho de 2026 às 00:04 ▪ Atualizado há 5 horas
A Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional dos Estados Unidos em relação ao Brasil. A decisão foi baseada em um decreto assinado pelo presidente norte-americano em 30 de julho de 2025.
Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira (28), as políticas e ações do governo brasileiro são vistas como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. A renovação da emergência, que será publicada no diário oficial norte-americano, manterá o decreto até pelo menos 30 de julho de 2027.
Conforme o governo dos EUA, as razões para a declaração da emergência ainda permanecem. A Casa Branca argumenta que membros do governo brasileiro adotam práticas interferentes na economia norte-americana, violam direitos humanos e restringem a liberdade de expressão.
Além disso, o documento menciona decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre remoção de conteúdos na internet e prisões como exemplos de ameaças aos interesses norte-americanos. A Casa Branca também aponta para uma suposta perseguição política envolvendo um ex-presidente brasileiro e seus apoiadores, o que comprometeria o Estado de Direito no Brasil.
Nos últimos doze meses, a administração norte-americana, então sob o comando de Donald Trump, implementou medidas contra o Brasil, como a imposição de tarifas comerciais e críticas ao STF.
O governo brasileiro, em resposta, intensificou negociações diplomáticas e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando violação das regras internacionais. No entanto, até o momento, o Brasil não se pronunciou sobre a nova prorrogação do decreto de emergência.
Fonte: Agência Brasil
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