CRÍTICA A AUTORREGULAÇÃO IA
Teresinha Ferreira
30 de setembro de 2026 às 12:18 ▪ Atualizado há 52 minutos
A autorregulação voluntária da Inteligência Artificial (IA) proposta pelo governo dos Estados Unidos e big techs como OpenAI e Google representa uma "carta branca" para a indústria, com possíveis riscos para a saúde pública e a democracia. Essa é a avaliação do sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC.
O acordo, firmado na Casa Branca, inclui empresas como Meta e Nvidia, que se comprometeram a implementar "controles internos" para evitar o uso indevido dos modelos de IA. No entanto, Amadeu ressalta que esses controles já são parte do processo de desenvolvimento e não contribuem significativamente para regulamentar a tecnologia.
Sérgio Amadeu também critica a proposta de auditoria externa, porque ela seria financiada pelas próprias empresas de tecnologia. "Até que ponto esse auditor externo questionará práticas que desagradem os acionistas?", indaga o professor.
Ele destaca os riscos ambientais e de privacidade associados à IA, além dos perigos para a saúde pública. A parceria entre big techs e a indústria farmacêutica, que utiliza IA para pesquisa, também preocupa Amadeu.
O governo Trump tem resistido em impor limites ao desenvolvimento da IA, apesar da pressão social. Pesquisa Ipsos-Reuters mostra que 73% dos norte-americanos acham que as empresas não fazem o suficiente para evitar danos à sociedade.
Além disso, a IA pode ser usada para manipular a opinião pública e desenvolver armas biológicas, segundo o relatório Internacional IA Safety Report 2026.
Fonte: Agência Brasil
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