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CRISE EM CEUTA

Especialistas debatem envolvimento de Marrocos na crise em Ceuta

Imigração em massa para Ceuta gera questionamentos sobre anuência do governo marroquino.

Teresinha Ferreira

04 de agosto de 2026 às 09:45 ▪ Atualizado há 6 horas

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  • Especialistas estão divididos sobre o papel de Marrocos na crise imigratória em Ceuta.
  • Nuno Carlos de Fragoso Vidal sugere que Marrocos permitiu o fluxo migratório devido a tensões com a Espanha relacionadas ao Saara Ocidental.
  • Mohammed Nadir aponta a falta de oportunidades e o aumento do custo de vida em Marrocos como causas da migração.
  • José Luís Del Roio acredita que Marrocos usou a situação para interesses geopolíticos.
  • Fontes de inteligência espanholas indicam que Marrocos não planejou a crise, mas a usou politicamente.
  • O governo espanhol relata cooperação de Marrocos enquanto tenta evitar tensões diplomáticas internas.

Agência Brasil Crise em Ceuta
Crise em Ceuta

Especialistas em relações internacionais estão divididos sobre o papel de Marrocos na recente crise imigratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, que enfrentou a chegada de mais de 50 mil imigrantes recentemente.

Nuno Carlos de Fragoso Vidal, professor da UFRJ, acredita que o fluxo migratório só ocorreu com a anuência marroquina. Ele aponta para a tensão entre Marrocos e a Espanha devido ao apoio espanhol à independência do Saara Ocidental, território que Marrocos reivindica.

Por outro lado, o professor marroquino Mohammed Nadir, da UFABC, acredita que a migração reflete a falta de oportunidades para a juventude marroquina, associada ao aumento do custo de vida e descontentamento social.

O analista José Luís Del Roio ressalta que Marrocos tem capacidade de controlar seu território e acredita que a migração em massa foi um evento orquestrado com interesses geopolíticos.

Fontes de inteligência da Espanha, segundo o jornal El País, indicam que Marrocos não planejou a movimentação, mas usou a situação politicamente.

Enquanto isso, o governo espanhol afirma estar recebendo cooperação marroquina para lidar com a situação e tenta evitar tensões diplomáticas, apesar de críticas internas sobre a confiança em Marrocos.

Fonte: Agência Brasil