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EXPOPLANETAS

Estudo aponta 8 planetas que podem ter vida extraterrestre

Pesquisador brasileiro Fábio Silva analisou dados de exoplanetas para buscar condições semelhantes à Terra

Da Redação

19 de setembro de 2026 às 09:00 ▪ Atualizado há 41 minutos

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  • Fábio Calabrio Evangelista da Silva, com orientação do professor Marcelo Borges Fernandes, identificou oito exoplanetas potencialmente habitáveis.
  • Foram analisados dados de mais de 6 mil exoplanetas, com foco em raio, densidade e distância orbital.
  • Os planetas estão na zona de habitabilidade, indicando possibilidade de água líquida.
  • O planeta GJ 1002b é o mais parecido com a Terra, localizado a 16 anos-luz.
  • A pesquisa sobre vida extraterrestre considera também outras condições químicas além daquelas semelhantes à Terra.
  • O telescópio James Webb ajuda a identificar bioassinaturas nas atmosferas dos exoplanetas.
  • Futuras missões, como Europa Clipper e Dragonfly, investigarão luas de planetas gigantes em busca de vida.

Agência Brasil Planetas fora do Sistema Solar podem ter água em estado líquido, condição favorável ao desenvolvimento de vida
Planetas fora do Sistema Solar podem ter água em estado líquido, condição favorável ao desenvolvimento de vida

Um estudo conduzido por Fábio Calabrio Evangelista da Silva, sob a orientação do professor Marcelo Borges Fernandes, do Observatório Nacional, identificou oito exoplanetas com potencial para abrigar vida. Esses planetas, fora do Sistema Solar, podem ter água em estado líquido, condição favorável ao desenvolvimento de vida.

Fábio usou um banco de dados da Nasa para analisar mais de 6 mil exoplanetas. Ele considerou características como raio, densidade e a distância orbital em relação à estrela central. A pesquisa identificou corpos celestes com raio e densidade semelhantes aos da Terra, situados na chamada zona de habitabilidade, crucial para a presença de água líquida.

O mais parecido com a Terra é o planeta GJ 1002b, com 98% de similaridade, descoberto em 2022 e localizado a 16 anos-luz de distância. Ele orbita uma estrela anã-vermelha, completando uma volta a cada 10 dias.

Segundo o professor Fernandes, a busca por planetas semelhantes à Terra não esgota a possibilidade de vida em outras condições químicas. Desde o início da corrida espacial, a procura por vida extraterrestre se expandiu para além do Sistema Solar. Com o advento da descoberta dos primeiros exoplanetas em 1992, o número de potenciais locais para vida aumentou significativamente.

Os esforços para determinar a presença de vida envolvem a análise das atmosferas dos exoplanetas. Instrumentos como o telescópio James Webb permitem identificar bioassinaturas, indicadores químicos que podem ser produzidos por organismos vivos.

Além disso, futuras missões, como a Europa Clipper e a Dragonfly, têm como objetivo investigar as condições em luas de planetas gigantes como Júpiter e Saturno, em busca de ambientes propícios para a vida.

Fonte: Agência Brasil