Política

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36%

Editorial da Folha destaca cristalização das preferências e aponta pouca oscilação mesmo diante de fatos políticos de grande repercussão

Da Redação

19 de setembro de 2026 às 08:40 ▪ Atualizado há 43 minutos

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  • Pesquisa Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% das intenções de voto.
  • Ambos estão tecnicamente empatados e distantes de outros candidatos mais abaixo nas intenções.
  • A eleição apresenta consolidação de preferências, com pouco impacto de eventos políticos recentes.
  • Simulações de segundo turno mostram competição acirrada entre Lula e Bolsonaro.
  • Parte do eleitorado se opõe a Lula independentemente do rival no segundo turno.
  • Medidas governamentais, como reajuste do Bolsa Família, podem influenciar a disputa.
  • Caso do Banco Master e Flávio Bolsonaro não impactou significativamente as intenções de voto.
  • Alexandre de Moraes é citado por possível associação política com o governo.
  • A identificação dos eleitores com candidatos pode limitar a influência de novas informações.
  • Lula e Bolsonaro continuam liderando com significativa margem sobre os demais candidatos.

Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado Lula e Flávio Bolsonaro candidatos das Eleições 2026 | Crédito: Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado
Lula e Flávio Bolsonaro candidatos das Eleições 2026 | Crédito: Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17) mostra um cenário de pouca alteração na disputa pela Presidência da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 36%.

Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro e mantêm distância dos demais candidatos testados pelo levantamento. Augusto Cury (Avante), que havia registrado crescimento nas primeiras semanas de setembro, aparece agora com 6%.

Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem com percentuais inferiores ao de Cury.

Em editorial publicado neste sábado (19), a Folha de S.Paulo avalia que o resultado indica uma maior consolidação das preferências do eleitorado. Segundo o jornal, acontecimentos políticos recentes tiveram impacto limitado sobre as intenções de voto, diante de bases eleitorais que já estariam mais definidas.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula aparece com 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual confronto entre Lula e Augusto Cury, os dois registram 44%, segundo o levantamento.

Já contra Ronaldo Caiado, Lula marca 46%, enquanto o governador de Goiás aparece com 42%.

A análise publicada pela Folha aponta ainda que parte do eleitorado mantém uma posição contrária a Lula independentemente do adversário apresentado nas simulações de segundo turno.

Medidas do governo e impacto eleitoral

O editorial também relaciona o cenário eleitoral às medidas adotadas pelo governo federal ao longo do ano. A Folha cita cerca de 20 iniciativas que, segundo sua própria estimativa, movimentariam aproximadamente R$ 200 bilhões.

Entre as ações mencionadas estão medidas relacionadas aos preços dos combustíveis e o reajuste de 15% do Bolsa Família.

Na avaliação do jornal, iniciativas econômicas e sociais ainda podem ter influência sobre a disputa, especialmente diante das diferenças reduzidas registradas nas pesquisas.

Banco Master

Outro ponto citado pela Folha é o caso envolvendo o Banco Master. O jornal lembra que Flávio Bolsonaro chegou a perder espaço nas pesquisas após a divulgação de uma conversa com Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição.

Segundo o editorial, o episódio envolveu discussões relacionadas ao projeto do filme Dark Horse, com valores mencionados na casa dos R$ 134 milhões.

A publicação afirma que a repercussão eleitoral do caso teria sido limitada e temporária. O texto também relaciona a mudança no foco do debate à ampliação das investigações e à inclusão de outros personagens no caso.

A Folha menciona ainda o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao analisar como parte do eleitorado passou a associá-lo politicamente ao atual governo em razão de sua atuação em processos envolvendo Jair Bolsonaro e outros temas de interesse do Executivo.

Eleitorado mais consolidado

Na conclusão do editorial, a Folha sustenta que a identificação dos eleitores com seus candidatos pode estar influenciando a forma como fatos políticos são recebidos e interpretados.

Nesse cenário, denúncias, decisões judiciais e medidas econômicas não necessariamente provocam mudanças significativas nas intenções de voto, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro seguem concentrando os maiores percentuais da pesquisa.

Os números, portanto, mostram uma disputa ainda concentrada nos dois primeiros colocados, com os demais candidatos buscando ampliar espaço no eleitorado.

Fonte: Folha de S.Paulo / Brasil 247