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Líderes do Brics defendem reforma da governança global

Declaração final da cúpula reforça multilateralismo e cooperação internacional

Teresinha Ferreira

16 de setembro de 2026 às 13:01 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Líderes do Brics divulgaram a declaração final da 18ª Cúpula em Nova Délhi, Índia.
  • O documento aborda governança global, comércio, desenvolvimento sustentável, clima e segurança.
  • O bloco é composto por 11 países, representando 39% da economia mundial e 23% do comércio global.
  • Destaca a necessidade de uma governança global mais representativa e defende o multilateralismo.
  • Enfatiza o papel do Novo Banco de Desenvolvimento em financiar projetos de infraestrutura.
  • Incentiva a expansão do uso de moedas locais e apoio a iniciativas de redução de desigualdades.
  • Discussões sobre sistemas de pagamento focam em melhorar interoperabilidade e segurança.
  • Brasil destacou a necessidade de reformar a ONU e o Conselho de Segurança.
  • Defende maior representatividade dos países em desenvolvimento em instituições internacionais.
  • Reitera compromisso com a Agenda 2030 da ONU, enfocando a erradicação da pobreza.
  • Destaca a importância do Sul Global em enfrentar desafios econômicos e ambientais, promovendo comércio mais justo e inclusivo.

Agência Brasil BRICS
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Os líderes do Brics divulgaram, em Nova Délhi, na Índia, a declaração final da 18ª Cúpula. O documento apresenta consensos sobre governança global, comércio, desenvolvimento sustentável, clima e segurança.

Composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Indonésia e Irã, o bloco representa 39% da economia mundial e 23% do comércio global. A declaração evidencia a necessidade de uma governança global mais representativa, defendendo o multilateralismo em tempos de tensões geopolíticas.

O documento destacou o papel estratégico do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o "Banco do Brics", em financiar projetos de infraestrutura. Os líderes incentivam a expansão das operações em moedas locais e o apoio a iniciativas para reduzir desigualdades.

Discussões sobre mecanismos de pagamento também foram abordadas, incentivando sistemas que melhorem a interoperabilidade e segurança das transações internacionais.

Brasil deu ênfase à reforma da ONU e do Conselho de Segurança, prioridade histórica de sua diplomacia. A declaração enfatiza a maior representatividade dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.

Por fim, o documento reitera o compromisso com a Agenda 2030 da ONU, abordando a erradicação da pobreza e a luta contra discriminação racial e xenofobia. A importância do Sul Global em enfrentar desafios econômicos e ambientais também foi reforçada, buscando promover um comércio multilateral mais justo e inclusivo.

Fonte: Agência Brasil