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ORIENTE MÉDIO

Índia sedia cúpula do Brics em meio a tensões no Oriente Médio

Conflitos entre Irã e Emirados Árabes Unidos representam desafio ao bloco em Nova Delhi

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 10:37 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • A Índia está recebendo a cúpula dos líderes do Brics em Nova Delhi nos dias 12 e 13 de setembro.
  • A reunião ocorre em meio a tensões entre os EUA, Israel e o Irã, membro do Brics desde 2024.
  • Os conflitos quase fecharam o Estreito de Ormuz e elevaram os preços do petróleo.
  • Os Emirados Árabes Unidos, parte do Brics, suspenderam transações com o Irã após ataques de mísseis.
  • O desafio principal é encontrar consenso entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos.
  • Líderes importantes, incluindo Xi Jinping e Vladimir Putin, estarão presentes.
  • O Brics expandiu para incluir novos membros como Egito, Etiópia e Indonésia.
  • A participação da Arábia Saudita permanece incerta.
  • A expansão demonstra o apelo crescente do grupo, mas divergências internas podem afetar sua eficácia.

Agência Brasil Cúpula do Brics
Cúpula do Brics

A Índia sediará a cúpula dos líderes do Brics neste fim de semana em Nova Delhi, tentando aumentar a influência global do bloco mesmo diante das tensões oriundas da guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Irã.

A reunião, marcada para 12 e 13 de setembro, acontece após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, membro do Brics desde 2024. Esses conflitos resultaram no quase fechamento do Estreito de Ormuz, elevando o preço do petróleo bruto acima de US$ 100 por barril.

Os Emirados Árabes Unidos, também parte do Brics, suspenderam transações comerciais e financeiras com o Irã após ataques de mísseis iranianos. Especialistas afirmam que o desafio do bloco será encontrar um consenso entre Teerã e Abu Dhabi.

A importância do Brics será reafirmada com a presença de líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin, Cyril Ramaphosa e o secretário-geral da ONU, António Guterres, além do príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

Conforme o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a diferença entre Irã e Emirados tem impacto negativo, mas há esperança de uma declaração conjunta aceitável para ambos.

O Brics se expandiu recentemente, incluindo Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, reforçando sua representatividade do Sul Global. A participação da Arábia Saudita, no entanto, permanece incerta.

Embora desafiante, essa expansão reflete o apelo crescente do grupo. Divergências internas, porém, podem impactar sua eficácia coletiva.

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Fonte: Agência Brasil