DECRETO
Da Redação
12 de junho de 2026 às 09:39 ▪ Atualizado há 1 hora
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nessa quarta-feira (11), o decreto que amplia o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Sul do Piauí. A medida acrescenta aproximadamente 92 mil hectares à unidade de conservação e fortalece a proteção ambiental de uma das áreas mais importantes da Caatinga brasileira.
O anúncio foi feito durante cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto. Com a ampliação, a área protegida passa a abranger uma região estratégica para a conservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e das paisagens naturais do semiárido.
Segundo o Governo Federal, a expansão do parque representa um avanço significativo para a proteção de nascentes e para a preservação de espécies da fauna e flora típicas da Caatinga. A medida também amplia o potencial para o desenvolvimento do ecoturismo e para a geração de renda sustentável nos municípios da região.
A área incorporada ao parque inclui a Serra Vermelha, considerada uma das regiões mais relevantes do bioma Caatinga. A proteção integral do território encerra uma longa mobilização socioambiental que envolveu comunidades locais, pesquisadores, organizações da sociedade civil, órgãos ambientais e o Ministério Público ao longo de várias décadas.
A incorporação da Serra Vermelha ao Parque Nacional da Serra das Confusões é resultado de mais de 20 anos de articulação entre pesquisadores, comunidades locais, entidades ambientalistas, movimentos sociais e órgãos de fiscalização, que atuaram para evitar o avanço do desmatamento e da ocupação irregular em uma das áreas mais relevantes da Caatinga.

De acordo com o governo, a ampliação garante a conservação definitiva de uma área de elevada importância ecológica, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos, da biodiversidade e das paisagens naturais do Nordeste brasileiro.
Além dos benefícios ambientais, a medida reforça o papel do Parque Nacional da Serra das Confusões como um dos principais patrimônios naturais do Piauí, consolidando a unidade como referência para pesquisas científicas, turismo sustentável e proteção dos ecossistemas da Caatinga.
A ampliação também contribui para o cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área ambiental, incluindo metas globais voltadas à proteção da biodiversidade e à expansão das áreas legalmente preservadas até 2030.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
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