Economia

TARIFAS USA

USA propõem tarifa de 25% sobre produtos do Brasil

Audiência pública em Washington avalia medida, com participação de entidades de ambos os países.

Teresinha Ferreira

06 de julho de 2026 às 13:32 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O USTR está conduzindo uma audiência pública nos EUA sobre a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
  • Participantes incluem cerca de 40 entidades e empresas do Brasil e EUA, como a CNI, Embraer e Cecafé.
  • A investigação focaliza em comércio digital, tarifas, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento.
  • As entidades terão até cinco minutos para apresentar argumentos, com espaço para perguntas dos representantes dos EUA.
  • O governo brasileiro contesta as alegações, argumentando que as práticas do Brasil não prejudicam os EUA.
  • O Itamaraty solicitou a não imposição de medidas unilaterais contra o Brasil.
  • Segundo o Brasil, as alegações do USTR carecem de nexo legal válido para justificar a tarifa.

Proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil
Proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) realiza uma audiência pública em Washington para discutir a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. A sessão começou nesta segunda-feira (6) e deve prosseguir até terça-feira (7).

Cerca de 40 entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se cadastraram para participar. Entre elas estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Embraer e o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé). O senador Flávio Bolsonaro também está inscrito para participar.

A investigação do USTR, iniciada em julho de 2025, analisa os chamados "atos, políticas e práticas brasileiras" em seis áreas: comércio digital, tarifas, combate à corrupção, propriedade intelectual, mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Cada entidade terá até cinco minutos para apresentar seus argumentos. Haverá espaço para perguntas dos representantes estadunidenses.

O governo brasileiro, através do Itamaraty, contestou as alegações do USTR, argumentando que as práticas comerciais do Brasil não prejudicam os EUA. O documento enviado ao escritório pede que não sejam tomadas medidas unilaterais contra o Brasil.

Segundo o governo brasileiro, as conclusões preliminares do USTR não estabelecem um nexo legal que justifique a aplicação da tarifa, sustentando que as alegações são baseadas em discordâncias sobre políticas soberanas.

Fonte: Agência Brasil



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