MERCADO DE TRABALHO
Natalia Costa
14 de agosto de 2026 às 12:23 ▪ Atualizado há 1 hora
Teresina registrou a terceira menor taxa de desocupação entre as capitais do Nordeste no segundo trimestre de 2026. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice ficou em 7,1%, mantendo-se praticamente estável em relação ao primeiro trimestre do ano.
Entre as capitais nordestinas, Teresina ficou atrás apenas de João Pessoa (PB), que apresentou taxa de desocupação de 5,5%, e Natal (RN), com 6,3%. O resultado indica que a capital piauiense está entre as cidades nordestinas com menor percentual de pessoas desocupadas no período.
Considerando todas as capitais brasileiras, Teresina apresentou a décima maior taxa de desocupação no segundo trimestre de 2026. Os maiores índices foram registrados em Salvador (BA), com 11,4%; Macapá (AP), com 9,7%; e Manaus (AM), com 8,9%.
Na outra ponta, as menores taxas foram observadas em Cuiabá (MT), com 2,3%; Palmas (TO), com 2,6%; e Campo Grande (MS), com 3,1%.
Quinto menor índice da série histórica
Apesar de ainda apresentar uma taxa de desocupação superior à registrada em algumas capitais brasileiras, o resultado de Teresina representa um avanço quando analisado dentro da própria série histórica.
Os 7,1% registrados no segundo trimestre de 2026 correspondem à quinta menor taxa já observada em Teresina desde o início da série histórica, em 2012.
O maior índice registrado na capital ocorreu no primeiro trimestre de 2020, quando a taxa de desocupação chegou a 16%. Já o menor percentual da série foi registrado no quarto trimestre de 2024, quando o indicador ficou em 5,2%.
Piauí ainda lidera proporção de trabalhadores subocupados
Os dados do IBGE também mostram uma redução no número de piauienses que estão trabalhando menos horas do que gostariam por falta de oportunidades.
No primeiro trimestre de 2026, o Piauí tinha cerca de 184 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas. Esse grupo reúne trabalhadores que possuem disponibilidade para trabalhar mais, mas não conseguem encontrar ocupação que preencha as 40 horas semanais disponíveis.
No segundo trimestre, o número caiu para aproximadamente 148 mil pessoas, uma redução de 35 mil trabalhadores, equivalente a 19,1%.
Apesar da queda, o Piauí continua apresentando a maior proporção do país de pessoas nessa situação. Os 148 mil trabalhadores representavam 11,1% do total de pessoas ocupadas no estado.
A proporção é significativamente superior à média nacional, que ficou em 3,95%, e também à registrada no Nordeste, de 7,3%.
Depois do Piauí, as maiores proporções de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas foram observadas na Bahia, com 9,2%; Sergipe, com 8,42%; e Pará, com 7,6%.
Já as menores proporções foram registradas em Santa Catarina, com 1,05%; Mato Grosso do Sul, com 1,59%; e Rondônia, com 1,70%.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua do IBGE, que acompanha indicadores do mercado de trabalho brasileiro e permite analisar a evolução da ocupação e da desocupação nas diferentes unidades da federação e capitais do país.
Fonte: IBGE-PI
Desemprego regional
PREJUIZO NO MERCADO EUA
RETALIAÇÃO
CRÍTICA GALÍPOLO
IGUALDADE NO EMPREGO
REGRAS FIDELIDADE