Economia

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Apostas online levam a riscos de endividamento e saúde mental

Pesquisa aponta perda de controle e impacto econômico em apostadores na região metropolitana do Rio

Teresinha Ferreira

19 de setembro de 2026 às 10:57 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • As apostas online movimentam R$ 2,2 bilhões anualmente, conforme pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ).
  • A pesquisa foi realizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro com 1.024 pessoas.
  • 22,8% dos entrevistados já participaram de apostas online.
  • Os principais motivos para apostar são a busca por dinheiro rápido (33%) e renda extra (25,4%).
  • Há riscos de endividamento, perda de controle, conflitos pessoais e impactos na saúde mental associados ao hábito de apostar.
  • Mais de 22% dos apostadores têm dificuldade em parar, e 34,8% enfrentam críticas.
  • Quase 7% relataram prejuízos pessoais ou a terceiros, com 68% enfrentando perdas financeiras.
  • Gasto médio mensal dos apostadores é de R$ 96,30, com R$ 182 milhões movimentados mensalmente na região.
  • 5,1% dos apostadores se endividaram, e 42% tentaram compensar perdas com novas apostas.
  • 36% dos apostadores ganham entre um e dois salários mínimos.
  • 21,9% apostam diariamente e 27,9% semanalmente.
  • Alerta sobre a percepção enganosa do jogo como complemento de renda ou investimento.
  • Recursos de apostas reduzem o consumo e investimentos em outras áreas, tendo impactos socioeconômicos amplos.

Agência Brasil Apostas online
Apostas online

Apostas online movimentam R$ 2,2 bilhões ao ano e geram preocupações econômicas e sociais, conforme aponta pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). Realizada entre 22 e 25 de junho, a sondagem entrevistou 1.024 pessoas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e destaca os riscos de endividamento rápido.

Entre os entrevistados, 22,8% já participaram de apostas online. Destes, 33% buscam dinheiro rápido, enquanto 25,4% visam renda extra. A pesquisa revela que o hábito pode levar à perda de controle, conflitos pessoais e impactos na saúde mental.

Mais de 22% dos apostadores relataram dificuldade em parar de apostar, e 34,8% afirmaram enfrentar críticas por isso. Quase 7% admitiram prejuízos pessoais ou a terceiros, com 68% desses relatando perdas financeiras.

O gasto médio mensal dos apostadores é de R$ 96,30, somando R$ 182 milhões movimentados por mês na região. Mesmo assim, 5,1% indicaram que se endividaram devido às apostas, e 42% tentaram compensar perdas com novas apostas.

Sobre a renda, 36% dos apostadores ganham entre um e dois salários mínimos. Frequência também preocupa: 21,9% apostam diariamente e 27,9% jogam semanalmente. O diretor-executivo do IFec-RJ, João Gomes, alerta para a "percepção enganosa de que o jogo pode complementar renda ou funcionar como investimento".

Os recursos apostados deixam de circular em outras áreas econômicas, reduzindo o consumo e investimentos. Gomes conclui que os efeitos das apostas ultrapassam o nível individual, gerando impactos socioeconômicos mais amplos.

Fonte: Agência Brasil