Os motoristas do Piauí começaram a semana sentindo o impacto no bolso com aumento da gasolina nos postos de combustíveis, que em alguns locais já atinge R$ 6,89. O salto é reflexo da guerra no Oriente Médio, que elevou o barril de petróleo acima de US$ 100. Relatos de empresários do setor em Teresina revelam que o aumento não parte dos donos de postos, mas das distribuidoras (como Vibra, Shell e Petronac), que já repassaram altas significativas nas notas fiscais.
Um revendedor local detalhou que a gasolina comum, comprada a R$ 5,26 no final de fevereiro, saltou para R$ 6,29 nesta segunda-feira (9), tornando o preço final ao consumidor inevitavelmente mais alto. A situação é agravada pela escassez de oferta para postos de "bandeira branca" (sem contrato de exclusividade), que estão ficando em segundo plano nas entregas das grandes companhias.
Embora a Petrobras mantenha seus preços congelados para tentar conter a volatilidade, o Brasil importa até 30% do combustível consumido, o que obriga o mercado a seguir a cotação internacional. Segundo a Abicom, a defasagem já é crítica: a gasolina no Brasil está 49% mais barata que no exterior, e o diesel 85%, uma diferença que, se corrigida hoje, exigiria um aumento imediato de R$ 1,22 nas refinarias.
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