SINDIPOSTOS

Preço da gasolina aumentou 43% em dois meses no Piauí; preço chega a R$ 5,30

Sindipostos diz que o preço do combustível na refinaria não é o preço final do combustível a ser vendido pelo posto, tampouco tem relação direta com o preço final


Novo reajuste no preço da gasolina

Novo reajuste no preço da gasolina Foto: Foto: Reprodução

O Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Estado do Piauí (Sindipostos/PI) enviou nota à imprensa onde discerne sobre a responsabilidade pela alta no preço dos combustíveis no Brasil. Em Teresina, a gasolina já está sendo vendida a R$ 5,30 em posto do bairro Saci, por exemplo. Segundo o sindicato, nos últimos 60 dias, ou seja, o período compreendido entre 16 de dezembro de 2020 e 18 de fevereiro de 2021, a Petrobrás anunciou um total acumulado de reajustes de preços da gasolina nas refinarias de cerca de 43%

A nota diz ainda que “o preço do combustível na refinaria não é o preço final do combustível a ser vendido pelo Posto, tampouco tem relação direta com o preço final. É o preço do combustível puro, na refinaria, ou seja, este valor corresponde ao preço que a refinaria irá cobrar do combustível a ser vendido para as Distribuidoras”.

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O sindicato afirma que “normalmente, quando o preço na Refinaria sobe, as Distribuidoras elevam o preço de venda aos Postos, que são obrigados a elevar o preço aos consumidores para não ter prejuízo”.

Confira a nota na íntegra:

Em virtude da repercussão de notícias sobre a quarta elevação no ano no preço dos combustíveis na refinaria pela PETROBRAS, bem como opiniões equivocamente emanadas, inclusive pelo Governo Federal, sobre a responsabilidade pela alta no preço dos combustíveis no Brasil, o Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Estado do Piauí, vem a público prestar esclarecimentos fundamentais sobre a precificação dos combustíveis.

São diversos os fatores que influem na composição de preços dos combustíveis e que devem ser levados ao conhecimento da sociedade, se fazendo necessárias as explanações abaixo:

1- Nos últimos 60 dias, ou seja, o período compreendido entre 16 de dezembro de 2020 e 18 de fevereiro de 2021, a Petrobrás anunciou um total acumulado de reajustes de preços da gasolina nas refinarias de cerca de 43%.

2- O preço do combustível na refinaria NÃO é o preço final do combustível a ser vendido pelo Posto, tampouco tem relação direta com o preço final. É o preço do combustível puro, na refinaria, ou seja, este valor corresponde ao preço que a refinaria irá cobrar do combustível a ser vendido para as Distribuidoras. Ao receber o combustível, as distribuidoras fazem a adição dos biocombustíveis – 27% de etanol na gasolina e 12% de biodiesel no diesel. Posteriormente, as Distribuidoras vendem o combustível para os Postos, já cobrando o valor acrescido de impostos e dos custos de toda a cadeia de distribuição. Os Postos, portanto, atuam no último elo da cadeia, sendo dependentes dos preços cobrados pelas Distribuidoras.

3- Normalmente, quando o preço na Refinaria sobe, as Distribuidoras elevam o preço de venda aos Postos, que são obrigados a elevar o preço aos consumidores para não ter prejuízo.

4- Mas porque o preço na refinaria sobe? Desde 2017 a PETROBRAS adotou uma política de paridade de preços com o mercado internacional de petróleo, isto significa que o preço dos combustíveis no Brasil irá seguir o preço do barril de petróleo no mercado internacional. Com isto há dois fatores que terão relevância significativa, a considerado:

1- Preço do barril: de dezembro de 2020 até hoje, o barril de petróleo subiu mais de 34%.

2- Dólar: o petróleo é cotado em dólar. Entre dezembro de 2020 até hoje, o dólar subiu mais de 8%.

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