Economia

Previsão de inflação

Mercado reduz previsão de inflação para 2026, aponta boletim Focus

Inflação prevista pelo mercado passa de 5,30% para 5,16%; outras projeções seguem estáveis.

Da Redação

13 de julho de 2026 às 11:07 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • O mercado financeiro reduziu a expectativa de inflação para 2026 no Brasil de 5,30% para 5,16%.
  • Projeções para o PIB, câmbio e taxa Selic em 2026 não mudaram: crescimento do PIB em 1,99%, dólar a R$ 5,20 e Selic em 14%.
  • As previsões de crescimento econômico para 2027 e 2028 são de 1,65% e 2% respectivamente.
  • A estimativa do dólar para 2027 é de R$ 5,28 e para 2028, R$ 5,34.
  • A taxa Selic para 2027 e 2028 deve ser de 12% e 10,5%, respectivamente.
  • A inflação de junho fechou em 0,16%, com os preços dos alimentos caindo pela primeira vez desde novembro de 2025.
  • O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,64%, ligeiramente acima da meta de 4,5%.
  • O INPC de junho foi de 0,14%, acumulando 4,33% no ano. O INPC mede a inflação para famílias de baixa renda.

Agência Brasil Mercado reduz previsão de inflação para 2026, aponta boletim Focus

Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro ajustou para baixo a expectativa de inflação no Brasil para 2026. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,30% para 5,16%.

Enquanto a previsão de inflação diminuiu, outras projeções para 2026, como PIB, câmbio e taxa Selic, permaneceram inalteradas. O crescimento do Produto Interno Bruto foi mantido em 1,99%. Para os anos seguintes, as previsões são de crescimento de 1,65% em 2027 e 2% em 2028.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2026 é de R$ 5,20, subindo para R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,34 em 2028.

Em relação à taxa Selic, a projeção para 2026 continua em 14%. A Selic atual, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), é de 14,25% desde 17 de junho. A próxima reunião do Copom ocorrerá em 4 e 5 de agosto.

Para os anos de 2027 e 2028, as previsões da Selic seguem estáveis em 12% e 10,5%, respectivamente. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic estava fixada em 15%, um nível alto comparado com os 15,25% de julho de 2006.

Quando a Selic é reduzida, o crédito tende a se tornar mais acessível, estimulando a produção e o consumo, mas também pode diminuir os controles sobre a inflação. Por outro lado, taxas mais altas de juros aumentam o custo do crédito, favorecendo poupanças e investimentos de renda fixa, mas dificultam a expansão econômica.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025, contribuindo para que a inflação de junho fechasse em 0,16%.

O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,64%, acima da meta de 4,5%, mas menor que os 4,72% acumulados até maio. Já o INPC de junho ficou em 0,14%, acumulando 4,33% no ano.

O INPC mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA cobre lares com renda de um a 40 salários mínimos. O salário mínimo atual é de R$ 1.621.

Fonte: Agência Brasil