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ATAQUE ANIMAL

VÍDEO: homem tem mão arrancada pelo próprio pitbull em Fortaleza

Moradores ouviram os gritos de socorro, contiveram o animal com uma corda e ajudaram a resgatar a vítima, que foi levada ao hospital e não corre risco de morte

Da Redação

03 de agosto de 2026 às 12:24 ▪ Atualizado há 55 minutos

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  • Um homem teve a mão arrancada por seu cachorro pitbull em Fortaleza.
  • Moradores ajudaram a conter o animal e socorrer a vítima gravemente ferida.
  • Policiais aplicaram um torniquete para conter a hemorragia antes do Samu chegar.
  • A vítima foi levada ao hospital e não corre risco de morte.
  • O cachorro ficou sob os cuidados da família.
  • A causa do ataque está sendo investigada.
  • Recomendações de saúde incluem lavar o ferimento e procurar atendimento médico.
  • O animal deve ser observado por 10 dias para verificar sinais de raiva.
  • Eutanásia não é recomendada automaticamente e deve ser avaliada por um veterinário.
  • Ataques podem ser causados por dor, medo, doenças, ou estresse.

Reprodução Homem sofreu amputação traumática da mão
Homem sofreu amputação traumática da mão

Um homem teve uma das mãos arrancada pelo próprio cachorro da raça pitbull na madrugada deste domingo (2), no bairro Mondubim, em Fortaleza (CE). A vítima ficou gravemente ferida e só conseguiu ser retirada da residência após moradores ouvirem os pedidos de socorro e ajudarem a conter o animal com o auxílio de uma corda.

Policiais militares prestaram os primeiros atendimentos até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar da violência do ataque, o homem foi socorrido com vida e não corre risco de morte.

De acordo com a Polícia Militar do Ceará (PMCE), equipes da 2ª Companhia do 21º Batalhão foram acionadas por moradores da região, que relataram que um homem estava sendo atacado por um pitbull dentro de casa.

Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram a vítima gravemente ferida. Com o apoio de vizinhos, conseguiram imobilizar o cachorro e retirar o homem da residência para iniciar o atendimento de emergência.

Policiais fizeram torniquete para conter hemorragia

A gravidade dos ferimentos exigiu atendimento imediato. Segundo a PM, os policiais realizaram os primeiros socorros e aplicaram um torniquete para conter a intensa hemorragia provocada pela amputação traumática da mão da vítima.

Logo depois, uma equipe do Samu assumiu o atendimento e encaminhou o homem para uma unidade hospitalar da região.

Apesar da gravidade das lesões, o estado de saúde da vítima é estável, e ela não corre risco de morrer.

Animal ficou sob responsabilidade da família

Após a ocorrência, o pitbull permaneceu na residência e ficou sob os cuidados de familiares e vizinhos.

Segundo a Polícia Militar, a família deverá providenciar um local adequado para manter o animal em segurança e evitar novos ataques.

As circunstâncias que levaram o cachorro a atacar o próprio tutor não foram divulgadas pelas autoridades, e o caso deverá ser apurado.

O que fazer quando um cachorro ataca o próprio tutor ou um familiar?

A primeira recomendação é socorrer a vítima e procurar atendimento médico imediatamente. O Ministério da Saúde orienta que o ferimento seja lavado abundantemente com água e sabão o mais rápido possível e que a pessoa procure um serviço de saúde para avaliação da necessidade de vacina e/ou soro antirrábico. 

Nos casos de agressão por cães e gatos, quando o animal pode ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Se nesse período ele adoecer, desaparecer ou morrer, o fato deve ser comunicado imediatamente ao serviço de saúde. 

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o cão não deve ser submetido à eutanásia automaticamente por ter atacado uma pessoa. Segundo orientações divulgadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), com base nas recomendações do Ministério da Saúde, a decisão depende de uma avaliação clínica e epidemiológica feita por um médico-veterinário. 

A eutanásia é indicada apenas em situações específicas, como quando há suspeita de raiva e necessidade de diagnóstico laboratorial ou em outros casos previstos nas normas sanitárias. 

Além da investigação sobre a saúde do animal, especialistas orientam que o cachorro seja mantido em um local seguro, sob os cuidados do tutor ou da família, para evitar novos ataques e permitir a observação veterinária.

O comportamento agressivo pode estar relacionado a diversos fatores, como dor, doenças, medo, estresse, proteção de território ou alterações neurológicas, e cada caso deve ser analisado individualmente por um médico-veterinário. 

Fonte: G1 Ceará