Economia

ORÇAMENTO 2026

Governo desbloqueia R$ 5,7 bilhões do orçamento de 2026

Desbloqueio reduz valores congelados e é explicado no relatório bimestral.

Teresinha Ferreira

24 de julho de 2026 às 15:28 ▪ Atualizado há 21 horas

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  • O Governo Federal desbloqueou R$ 5,7 bilhões no orçamento de 2026 para despesas não obrigatórias.
  • O bloqueio de recursos foi reduzido de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.
  • O ajuste fiscal permite um aumento de gastos limitado a 2,5% acima da inflação.
  • Revisões de algumas despesas obrigatórias possibilitaram o desbloqueio:
  • - Pessoal e encargos sociais: -R$ 4,2 bilhões
  • - Benefícios previdenciários: -R$ 3,2 bilhões
  • - BPC: -R$ 3,2 bilhões
  • - Outras despesas: -R$ 100 milhões
  • A previsão de gastos com saúde aumentou em R$ 3,4 bilhões e com seguro-desemprego em R$ 1,6 bilhão.
  • A estimativa de superávit primário subiu para R$ 10,8 bilhões devido ao aumento de receitas líquidas.
  • Despesas com precatórios, saúde, educação e defesa não foram incluídas na previsão de déficit primário ajustado de R$ 52 bilhões.
  • A meta de superávit primário é de R$ 34,3 bilhões, mas é permitido um déficit zero para este ano.
  • Um decreto definindo os limites de gastos por ministério será publicado em breve.

Agência Brasil Desbloqueio de R$ 5,7 bilhões no orçamento de 2026
Desbloqueio de R$ 5,7 bilhões no orçamento de 2026

O Governo Federal anunciou o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões no orçamento de 2026 para despesas não obrigatórias. A decisão consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado regularmente ao Congresso.

Com o desbloqueio, os recursos bloqueados caem de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões. Os bloqueios são parte de medidas para cumprir o arcabouço fiscal, que limita o aumento de gastos a 2,5% acima da inflação. De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, a decisão foi possível após a revisão para baixo de algumas despesas obrigatórias, liberando assim espaço para gastos adicionais.

Entre as despesas obrigatórias revisadas, destacam-se:

- Pessoal e encargos sociais: -R$ 4,2 bilhões;

- Benefícios previdenciários: -R$ 3,2 bilhões;

- Benefício de Prestação Continuada (BPC): -R$ 3,2 bilhões;

- Demais despesas: -R$ 100 milhões.

Por outro lado, houve aumento na previsão de gastos com saúde (+R$ 3,4 bilhões) e seguro-desemprego (+R$ 1,6 bilhão). Ainda segundo o relatório, não há previsão de novos contingenciamentos, já que a estimativa de superávit primário subiu para R$ 10,8 bilhões, impulsionada por uma alta de R$ 12,3 bilhões nas receitas líquidas.

O pagamento de precatórios e algumas despesas com saúde, educação e defesa são desconsiderados nessa conta, resultando em uma previsão de déficit primário ajustado de R$ 52 bilhões.

A equipe econômica trabalha com a meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, mas permitiu déficit zero para este ano, não sendo necessário o contingenciamento do orçamento. Um decreto detalhando o desbloqueio adicional será publicado até o final do mês, estabelecendo limites de gastos por ministério.

Fonte: Agência Brasil