Economia

Mercado financeiro em alta

Dólar sobe para R$ 4,92 e bolsa avança pelo segundo dia

Dólar fecha em leve alta com intervenção do BC e bolsa supera 187 mil pontos em dia de queda do petróleo

Da Redação

06 de maio de 2026 às 21:00 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O dólar fechou em alta leve a R$ 4,921, enfraquecendo após uma manhã a R$ 4,93 devido a um aumento no apetite global por risco.
  • O Banco Central interveio vendendo US$ 500 milhões em swaps cambiais reversos para puxar o dólar, aproveitando sua baixa cotação.
  • A queda do petróleo afetou o real, que vinha se beneficiando da alta dessa commodity importante para a balança comercial.
  • O acumulado do dólar é uma queda de 0,63% na semana e 10,34% no ano.
  • O Ibovespa subiu 0,50%, impulsionado por ações de mineradoras e consumo, enquanto o setor de petróleo caiu.
  • Ações da Petrobras caíram significativamente, com ordinárias recuando 3,77% e preferenciais 2,86%.
  • Bolsas de Nova York subiram mais de 1%, motivadas por recordes no S&P 500 e Nasdaq.
  • Preços do petróleo caíram cerca de 7% devido a diminuições nas tensões no Oriente Médio, com Brent e WTI recuando para US$ 101,27 e US$ 95,08, respectivamente.

O dólar comercial chegou a R$ 4,921 nesta quarta-feira (6)
O dólar comercial chegou a R$ 4,921 nesta quarta-feira (6)

O dólar comercial encerrou em leve alta, vendido a R$ 4,921, nesta quarta-feira (6). A moeda chegou a R$ 4,93 pela manhã, mas perdeu força à tarde com a melhora do apetite global por risco. Apesar de cair frente a outras moedas, o câmbio foi pressionado internamente.

Entre os fatores está a intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólares no mercado futuro, empurrando o dólar para cima. Segundo analistas, o BC aproveitou a baixa cotação para reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais.

A queda do petróleo também influenciou o real. Recentemente, a moeda brasileira vinha sendo favorecida pela alta dessa commodity, essencial para a balança comercial do país. Mesmo com a alta do dia, o dólar acumula queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no ano.

Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, avançando 0,50%, para 187.690 pontos. O movimento seguiu os mercados internacionais. Os destaques foram ações de mineradoras e consumo, enquanto o setor de petróleo recuou devido à queda da commodity.

As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77% e as preferenciais 2,86%, sendo as mais negociadas no Ibovespa. No exterior, as bolsas de Nova York tiveram ganhos de mais de 1%, com recordes no S&P 500 e no Nasdaq, favorecendo ativos de risco.

Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% internacionalmente, afetando diretamente câmbio e bolsa. O barril de Brent caiu 7,83%, a US$ 101,27, e o WTI recuou 7,03%, a US$ 95,08, após sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está seguro, e os EUA mencionaram avanços nas negociações. A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global reduziu o "prêmio de risco" da commodity.

Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil



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