O dólar comercial encerrou esta terça-feira (27) em forte queda, com recuo de 1,41%, sendo cotado a R$ 5,2056, o menor valor registrado desde maio de 2024. No mesmo movimento positivo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em alta na reta final do pregão e caminhava para um novo recorde histórico de fechamento, próximo dos 182 mil pontos.
No cenário doméstico, o principal fator de atenção dos investidores foi a divulgação do IPCA-15 de janeiro, considerado a prévia da inflação oficial. O indicador, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou alta de 0,20%, resultado ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que projetavam avanço de 0,22%.
O dado inflacionário foi divulgado em meio à expectativa pela chamada Superquarta, quando ocorrem as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. A avaliação predominante do mercado é de que tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, quanto o Federal Reserve (Fed) devem manter as taxas básicas de juros inalteradas.
No exterior, investidores seguem atentos às sinalizações do presidente Donald Trump sobre o novo nome indicado para comandar o Fed. Há receios de que o escolhido possa sofrer pressões políticas para acelerar cortes de juros, o que levantaria dúvidas sobre a independência do banco central norte-americano.
Outro ponto de atenção nos Estados Unidos é o risco de um shutdown do governo federal, diante do impasse no Congresso em torno da aprovação do Orçamento e de questões ligadas à área de segurança. As tensões aumentaram após Trump adotar um novo discurso em relação ao estado de Minnesota, onde protestos ganharam força após a morte de um homem em uma ação da Patrulha das Fronteiras, reacendendo o debate sobre a atuação do Departamento de Segurança Interna.
No cenário internacional, um fator positivo foi o anúncio de um acordo comercial histórico entre a União Europeia e a Índia, concluído após duas décadas de negociações. O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo um mercado estimado em cerca de 2 bilhões de pessoas, o que contribuiu para melhorar o humor dos mercados globais.
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