CRÉDITO RURAL
Teresinha Ferreira
18 de julho de 2026 às 11:33 ▪ Atualizado há 2 horas
O crédito rural no Brasil financiou R$ 92,4 bilhões em áreas com alertas ambientais entre 2019 e 2025, de acordo com o Monitor do Crédito Rural, lançado pelo MapBiomas. Aproximadamente 15% do crédito rural público foi destinado a imóveis onde há desmatamento ou degradação da vegetação nativa.
Das 831 mil operações identificadas, cinco instituições financeiras concentram cerca de 60% do volume: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. O Banco do Nordeste lidera o número de operações, enquanto o Banco do Brasil está à frente em valor financiado, com R$ 306 bilhões.
No período analisado, o crédito rural totalizou R$ 613,18 bilhões. Entre as operações com sobreposição a camadas socioambientais, o Banco do Nordeste respondeu por 63% dos contratos, destacando-se na concessão de crédito em áreas sensíveis.
Embora haja alertas, nem todo crédito nessas circunstâncias é concedido de forma irregular. O Código Florestal permite desmatamento em determinadas condições, necessitando de uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV).
Em termos de volume, os maiores financiamentos ocorreram no Tocantins, Mato Grosso e Rondônia, enquanto o Piauí registrou o maior número de operações sobrepostas a áreas socioambientais, com 336 mil contratos.
Novas regras do Conselho Monetário Nacional obrigarão bancos a utilizarem alertas de satélite para bloquear crédito antes de embargos formais, a partir de 2027, aumentando a transparência no processo.
O Banco do Brasil afirma que sua política de crédito veda financiamentos em áreas protegidas, usando diversas bases para verificar conformidade socioambiental. O Banco do Nordeste assegura que suas operações estão em conformidade com legislações e usa tecnologias avançadas para fiscalizar as áreas.
Fonte: Agência Brasil
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