TARIFAS E DIÁLOGO
Teresinha Ferreira
17 de julho de 2026 às 16:32 ▪ Atualizado há 1 hora
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (17), em São Paulo, que o governo brasileiro estudará medidas de reciprocidade em resposta à taxação imposta pelos Estados Unidos ao país. Durigan enfatizou que a palavra "retaliação" não está no escopo das discussões.
Ele explicou que o Congresso Nacional aprovou uma legislação que protege os interesses nacionais com um procedimento próprio para situações de ataques unilaterais por outras nações. “Não cabe falar em retaliação, estamos avaliando com cautela o processo de reciprocidade aprovado pelo Congresso para apresentá-lo ao presidente”, afirmou Durigan.
As tarifas de 25% impostas pelos EUA são consideradas injustas pelo ministro, que afirmou que o Brasil não deixará de negociar: “Do ponto de vista econômico, o Brasil tem razão e devemos seguir com um bom debate.”
Durigan apontou que o Brasil enfrenta um déficit na balança comercial com os EUA e reforçou que o país conseguiu consolidar sua economia, o que proporciona proteção à população. Além disso, criticou a decisão do governo Trump de aplicar tarifas sem debate setorial.
Ele também comentou que os argumentos usados pelos EUA para justificar as tarifas são infundados, mencionando práticas comerciais supostamente desleais. Durigan garantiu que seguirão as negociações com respeito, destacando a importância da relação bilateral.
O ministro também deixou claro que o Pix não está em negociação, apesar de ser visto pelos EUA como uma ameaça. “O Pix é uma infraestrutura pública essencial e será preservado para todos os brasileiros”, disse.
Durigan destacou que há um motivo político por trás das tarifas impostas, servindo como muleta eleitoral para alguns no Brasil, o que, segundo ele, vai contra os interesses nacionais.
Fonte: Agência Brasil
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