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PGE-RJ aciona Grupo Master por prejuízo ao Rioprevidência

Recursos de R$ 641,4 milhões em fundos do grupo são alvo de ações judiciais

Teresinha Ferreira

17 de julho de 2026 às 00:02 ▪ Atualizado há 53 minutos

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  • A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou com três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos.
  • As ações envolvem prejuízos de R$ 641,4 milhões ao Rioprevidência, investidos em fundos administrados pelo conglomerado, agora em liquidação extrajudicial.
  • Os fundos em questão são Revolution e Texas I FIA.
  • A gestão do Texas I FIA realizou uma "compra coordenada" de ações da Ambipar, inflacionando preços e ligando-se à operação "Carbono Oculto" por lavagem de dinheiro.
  • O Rioprevidência foi prejudicado por investir em fundos sem lastro sólido.
  • Em 2025, o fundo Texas I FIA foi desenquadrado pela CVM por não seguir regras mínimas de alocação de patrimônio.
  • No fundo Revolution, decisões em assembleias alteraram regulamentos e prazos, prejudicando o Rioprevidência, que tem 10,7% das cotas.
  • As ações buscam o bloqueio de R$ 616,6 milhões em ativos e a indisponibilidade de bens dos réus através do sistema Sisbajud.

Agência Brasil O montante envolvido é de R$ 641,4 milhões, aplicados em fundos sob administração do conglomerado
O montante envolvido é de R$ 641,4 milhões, aplicados em fundos sob administração do conglomerado

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) ajuizou, nesta quinta-feira (16), três ações contra a Master Corretora e gestoras de fundos por prejuízos milionários ao Rioprevidência.

O montante envolvido é de R$ 641,4 milhões, aplicados em fundos sob administração do conglomerado, atualmente em liquidação extrajudicial. As ações visam aportes feitos pelo Rioprevidência em dois fundos: Revolution e Texas I FIA.

De acordo com a PGE, a gestão do Texas I FIA teria realizado uma "compra coordenada" de ações da Ambipar, inflacionando seus preços artificialmente, situação ligada à operação "Carbono Oculto" que investiga lavagem de dinheiro.

O Rioprevidência teria sido vítima dessa manobra, ao investir em um fundo que não possuía lastro sólido para suas ações, segundo a petição da Procuradoria.

Além disso, o fundo ficou desenquadrado pela CVM em 2025 por não seguir as regras mínimas para alocação de patrimônio.

No caso do fundo Revolution, a PGE alerta que decisões em assembleias prejudicaram cotistas ao alterar regulamentos e prazos de amortização, situação que atingiu diretamente o Rioprevidência, detentor de 10,7% das cotas.

As medidas buscam bloquear ativos no valor de R$ 616,6 milhões, além da indisponibilidade de diversos bens dos réus por meio do sistema Sisbajud.

Fonte: Agência Brasil