Economia

TAXA DE JUROS

Copom inicia reunião para decidir nova taxa Selic

Reunião do Banco Central discute ajustes na taxa básica de juros

Teresinha Ferreira

04 de agosto de 2026 às 06:40 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • O Copom do Banco Central está em sua quinta reunião de 2026 para decidir a nova taxa Selic.
  • A reunião dura dois dias, abordando as condições econômicas nacionais e internacionais.
  • O mercado ajustou a previsão da Selic para 13,75%, a primeira redução desde março.
  • A Selic atual é de 14,25%, após três cortes consecutivos de 0,25 pp.
  • Ajustes refletem cautela por incertezas econômicas, como conflitos globais que afetam preços.
  • Boletim Focus prevê melhora para 2026, com IPCA caindo de 5,12% para 5,03%.
  • A Selic é fundamental para controlar a inflação, influenciando crédito e consumo.

Agência Brasil Banco Central
Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira (4) sua quinta reunião de 2026 para definir a taxa básica de juros, a Selic. A decisão será anunciada em 5 de agosto, após dois dias de discussões sobre as condições econômicas do Brasil e do mundo.

O encontro, realizado a cada 45 dias, começa com apresentações sobre as economias brasileira e internacional e o mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê definem a nova taxa Selic.

A reunião ocorre após o mercado financeiro ajustar a previsão para a Selic de 14% para 13,75% em 2026, conforme o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (3). Esta revisão foi a primeira redução desde março deste ano.

A Selic atualmente está em 14,25% ao ano, o menor nível de 2026, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Estes ajustes refletiram cautela devido a incertezas econômicas, incluindo conflitos globais, que influenciaram os preços, especialmente dos combustíveis.

No que diz respeito à inflação, o Boletim Focus indica uma expectativa de melhora para 2026, com projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caindo de 5,12% para 5,03%. Apesar disso, as expectativas ainda estão acima do teto definido pelo Conselho Monetário Nacional.

A Selic é crucial para controlar a inflação, influenciando as negociações de títulos públicos e como referência para outras taxas de juros na economia. Aumento da Selic habitualmente reduz a demanda ao encarecer o crédito, enquanto uma redução facilita o acesso a crédito, estimulando o consumo e os investimentos.

Fonte: Agência Brasil