SERVIÇOS

Academias, salões de beleza e barbearias: agora atividades "essenciais", faturaram R$ 12,7

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Serviços (CNS) mapeia a evolução desses segmentos desde 2009, revelando dados sobre quantidade de estabelecimentos, receita bruta e geração de renda e empregos


Salão de beleza

Salão de beleza Foto: Divulgação

Recém-inseridas por decreto do governo federal na lista de "serviços essenciais" que podem ser reabertos durante a pandemia do novo coronavírus, as atividades de academias de esportes, salões de beleza e barbearias são verdadeiros dínamos da economia brasileira.

Entretanto, a maioria dos governadores e prefeitos já deixou claro que não concordam com o retorno desses estabelecimentos, em sua maioria micro e pequenos negócios, deixando-os em uma espécie de "limbo econômico".

Para se ter uma ideia da força do mercado de serviços de academia de condicionamento físico, em 2019 ele fechou com cerca de 18,5 mil empresas em operação, as quais faturaram aproximadamente R$ 8 bilhões, geraram 105 mil empregos diretos e massa salarial de 2,5 bilhões.

Também no ano passado, as cerca de 30 mil empresas de serviços de cabeleireiros e institutos de beleza brasileiras faturaram R$ 4,7 bilhões, sendo responsáveis por 89,5 mil postos de trabalho diretos e massa salarial de R$ 2,1 milhões.

Todos estes números fazem parte de pesquisa inédita, encomendada pela Confederação Nacional de Serviços (CNS), que mapeou estes dois segmentos levando em consideração dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do extinto Ministério do Trabalho.

A pesquisa mostra também a evolução destes dois segmentos registrada desde 2009, por meio da divulgação do número de empresas e de empregados com carteira assinada – e sua distribuição pelo país (apenas em 2019) – e de receitas brutas.

"Entendemos a importância do isolamento social por causa da Covid-19, mas pedimos que governadores e prefeitos analisem a situação de urgência para a sobrevivência desses negócios, adotando uma gradual reabertura desses e de outros setores, afinal, milhares de pessoas dependem deles para sobreviver, visto que parcela considerável não teve acesso aos recursos emergenciais do governo federal", afirma o presidente-fundador da CNS, o empresário Luigi Nese.

O dirigente reforça que desde março, quando do agravamento da pandemia, muitos empreendedores já encerram definitivamente suas atividades e milhares de trabalhadores foram demitidos. "Precisamos que governantes e autoridades sanitárias falem a mesma língua e trabalhem em sintonia para debelar esta pandemia, salvar vidas e, paralelamente, resolver a urgente situação das empresas", complementa.

As pesquisas podem ser acessadas nos arquivos em anexo.

Veja o relatório:

Relatório - Intitutos de Beleza_MAIO20.pdf

Relatório - Academias_MAIO20.pdf

Para conhecer mais a CNS acesse: www.cnservicos.org.br

Fonte: Dorival Jesus Augusto

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