Arte e Cultura

CLIMATOLOGIA E CULTURA

Especialistas discutem impactos climáticos no patrimônio cultural

Audiência na Câmara reforça necessidade de políticas públicas para proteção

Teresinha Ferreira

08 de julho de 2026 às 01:19 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Especialistas alertam sobre os riscos das mudanças climáticas ao patrimônio cultural.
  • Destruição em ecossistemas como Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga mencionada.
  • Proposta a criação da Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas.
  • Importância do patrimônio como fonte de conhecimento é destacada.
  • Mais de 300 instituições participaram na elaboração da Carta.
  • Deputado Tarcísio Motta enfatiza risco para sítios arqueológicos e acervos culturais.
  • Deyvesson Gusmão do Iphan trabalha em parcerias para proteger o patrimônio brasileiro.
  • Colaboração com Defesa Civil para incluir patrimônio no plano nacional de proteção.
  • Inamara Melo do Ministério do Meio Ambiente ressalta a necessidade de políticas públicas de clima.
  • 84,5% dos municípios brasileiros já foram afetados por desastres climáticos.
  • Urgência em financiamento e adaptações para preservação e sustentabilidade destacada.

Um ponto central foi a criação da Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas, ressaltando a importância do patrimônio como fonte de conhecimento e tecnologia social
Um ponto central foi a criação da Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas, ressaltando a importância do patrimônio como fonte de conhecimento e tecnologia social

Durante audiência pública na Comissão de Cultura da Câmara nesta terça-feira (7), especialistas alertaram para os riscos que as mudanças climáticas representam ao patrimônio cultural. Eles destacaram ameaças como a destruição de paisagens no Pantanal, deslizamentos na Mata Atlântica e desertificação na Caatinga, exigindo estratégias integradas para proteger esses territórios.

Um ponto central foi a criação da Carta Brasileira do Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas, ressaltando a importância do patrimônio como fonte de conhecimento e tecnologia social. Para Luana Campos, do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Brasil, a elaboração do documento contou com mais de 300 instituições, ainda que a relação entre patrimônio e clima seja pouco reconhecida pela sociedade.

O deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) enfatizou o risco que eventos climáticos extremos representam não apenas para sítios arqueológicos, mas também para acervos culturais essenciais para as comunidades. Segundo ele, é fundamental que a Comissão de Cultura considere a vulnerabilidade das sociedades mais afetadas.

Deyvesson Gusmão, presidente do Iphan, afirmou que o órgão está atuando em frentes nacionais e internacionais para proteger o patrimônio brasileiro. O Iphan tem colaborado com a Defesa Civil para incluir o patrimônio cultural no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, além de promover ações de preservação e capacitação.

Representando o Ministério do Meio Ambiente, Inamara Melo destacou a necessidade de políticas públicas que considerem a emergência climática. Observou que 84,5% dos municípios brasileiros já foram afetados por desastres climáticos, gerando significativos danos e prejuízos.

Os participantes da audiência insistiram na urgência de financiamento e adaptações que garantam não apenas a preservação ambiental, mas também a mitigação dos efeitos climáticos e a promoção da sustentabilidade.

Fonte: Agência Câmara