Brasil

PROTOCOLO EM SÃO PAULO

STJ determina protocolo para polícia em protestos em SP

Decisão impõe prazo de 60 dias para estado criar diretrizes de atuação em manifestações.

Teresinha Ferreira

29 de junho de 2026 às 20:58 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O STJ determinou que São Paulo crie um protocolo para atuação policial em manifestações públicas.
  • A decisão foi em resposta a um pedido da Defensoria Pública devido ao uso excessivo de força em protestos entre 2011 e 2013.
  • Deverá ser elaborado em 60 dias, incluindo identificação dos policiais e proibições ao uso de armas de fogo e balas de borracha, exceto por motivos legais.
  • A decisão contraria o Tribunal de Justiça de São Paulo, que não via necessidade de intervenção judicial.
  • O protocolo deve envolver organizações civis e audiências públicas.
  • Policiais receberão capacitação para seguir as novas diretrizes.
  • O governo estadual está analisando a decisão.

STJ determina protocolo para polícia em protestos em SP

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o estado de São Paulo desenvolva um protocolo para a atuação de suas forças policiais em manifestações públicas. A decisão, da Primeira Turma, foi publicada no último dia 16 e divulgada em 26 de setembro, estabelecendo um prazo de 60 dias para a elaboração do documento.

A medida surge após uma solicitação da Defensoria Pública de São Paulo, feita em 2014, devido ao uso excessivo de força pela Polícia Militar em protestos entre 2011 e 2013. Segundo a ação inicial, foram identificadas detenções indevidas, uso sem justificativa de táticas como bombas de efeito moral e balas de borracha.

O ministro relator Paulo Sérgio Domingues destacou que, apesar dos transtornos causados por manifestações em espaços públicos, como congestionamentos, esses devem ser suportados em nome da liberdade de expressão. A decisão enfatiza que as forças de segurança precisam avaliar cuidadosamente quando agir de forma mais contundente.

A sentença no STJ contraria a decisão anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo, que alegava não ser papel do Judiciário intervir em políticas de segurança. Mesmo assim, o STJ constatou omissão do estado na regulação do uso da força.

O protocolo deverá incluir exigências como a identificação clara dos policiais, a designação de um negociador civil e a comunicação prévia de qualquer decisão de dispersão. Armas de fogo e balas de borracha serão proibidas, exceto em casos permitidos por lei.

Além disso, recomenda-se a participação de organizações civis na criação do protocolo e a realização de audiências públicas. As forças policiais também deverão ser capacitadas para atuar conforme as novas diretrizes.

O governo de São Paulo informou que a decisão está sob análise da Procuradoria Geral do Estado.

Fonte: Agência Brasil



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