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STJ condena Ney Ferraz, ex-gerente do INSS no Piauí, por corrupção e lavagem de dinheiro

Segundo o Ministério Público do Distrito Federal, o esquema envolvia pagamento de propina para direcionamento de investimentos da autarquia previdenciária

Da Redação

18 de maio de 2026 às 13:56 ▪ Atualizado há 46 minutos

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  • Ney Ferraz Júnior foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
  • A condenação foi mantida pela Sexta Turma do STJ, mas o julgamento foi suspenso.
  • Ney Ferraz recorre contra decisão do TJDFT, que o condenou em 2025.
  • Outros condenados incluem sua ex-esposa, um ex-diretor do Iprev e um empresário.
  • O esquema envolvia pagamento de propina para direcionamento de investimentos.
  • A propina teria chegado a R$ 2 milhões.
  • O ministro Sebastião Reis Júnior afirmou que as provas são "consistentes e robustas".
  • A defesa de Ney Ferraz e outros condenados questionaram a validade das provas.
  • Ney Ferraz foi condenado a 9 anos e 9 meses de prisão.
  • Ferraz é associado ao bolsonarismo e foi coordenador de campanha de Ciro Nogueira.
  • Ele tem ligação familiar com William Guimarães, sócio de Ibaneis Rocha.

Ney Ferraz Júnior foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro
Ney Ferraz Júnior foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro

O advogado piauiense Ney Ferraz Júnior, ex-gerente executivo do INSS no Piauí e ex-secretário de Fazenda do Distrito Federal, teve a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro mantida no voto do relator da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Sebastião Reis Júnior. O julgamento, iniciado nesta semana, foi suspenso após pedido de vista do ministro Carlos Pires Brandão.

Ney Ferraz, que presidiu o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) entre 2019 e 2022, recorre da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que o condenou em julho de 2025.

Além dele, também tiveram as condenações mantidas no voto do relator a ex-esposa Emanuela Ferraz, o ex-diretor de investimentos do Iprev, Jefferson Nepomuceno Dutra, e o empresário Rivaldo Ferreira de Souza e Silva.

Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o esquema envolvia pagamento de propina para direcionamento de investimentos da autarquia previdenciária. A acusação aponta que a quantia oferecida teria chegado a R$ 2 milhões.

Durante o voto, o ministro Sebastião Reis Júnior afirmou que as provas apresentadas no processo são “consistentes e robustas” e indicam ligação direta entre os atos praticados e o recebimento de vantagens indevidas.

A defesa de Ney Ferraz pediu a anulação do processo, alegando uso de provas consideradas inválidas em primeira instância. Os advogados dos demais condenados também contestaram a legalidade das provas e a condução da investigação.

A pena aplicada a Ney Ferraz foi de 9 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O caso seguirá em análise no STJ após o pedido de vista. Ferraz é alinhado ao bolsonarismo. Ele foi um dos coordenadores da última campanha eleitoral do senador Ciro Nogueira. Ney é cunhado do advogado William Guimarães, sócio do ex-governador do DF, Ibaneis Rocha.

Fonte: STJ



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