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SEGURO

Desinformação é grande obstáculo para seguradoras, diz Dyogo Oliveira

Mesmo assim, seguradoras arrecadaram mais de R$ 355 bilhões em 2022 e querem chegar a R$ 1 trilhão

Por Luiz Brandão

Quinta - 23/03/2023 às 17:26



Foto: Divulgação/CNseg Dyogo Oliveira, presidente da CNseg
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e o Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) realizaram, na manhã desta quinta-feira (23) em Recife (PE), um encontro setorial com lideranças do mercado segurador. Pelo menos de 450 pessoas estiver no evento, realizado no Mar Hotel, em Recife (PE).

Em entrevista ao Portal Piauí Hoje.Com, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ex-ministro do Planejamento e ex-presidente do BNDES, disse que o encontro foi uma boa oportunidade para debater sobre a importância do seguro, de como o seguro pode melhorar a vida das pessoas e facilitar o crescimento da economia.

"A gente precisa atuar para levar o seguro para um número cada vez maior de pessoas. Nós lançamos recentemente um plano de desenvolvimento do mercado seguro cuja meta principal é aumentar em 20% o número de pessoas empresas atendidas pelo seguro dentro de um prazo de oito anos. Para isso, nós identificamos 65 ações necessárias que envolvem a imagem do seguro, ou seja, o conhecimento da população sobre seguro, para que que o seguro serve, como contratar, porque às vezes a pessoa contrata algo que não precisa e deixa de contratá-lo que precisa. Então a gente vai trabalhar muito para levar esse tipo de informação para a população", ressalta o presidente da CNseg.

Dyogo apresentou uma visão geral do setor segurador, as perspectivas para este ano, os problemas envolvendo a proteção veicular, entre outros temas.

Ele disse que a CNseg vai desenvolver novos produtos mais adequados para renda da população, desenvolver os canais de distribuição e melhorar os canais tradicionais para tornar mas é eficiente o trabalho dos corretores. Além disso, desenvolver novos canais digitais para que as pessoas possam realizar as suas contratações de seguro diretamente pelo canal digital e desenvolver novos produtos mais modernos mais flexíveis.

O presidente falou sobre as dificuldades enfrentadas pela população para ter acesso ao seguro no Brasil.

"São duas questões principais que a dificultam acesso ao seguro: o primeiro é de fato o conhecimento sobre seguro. As pessoas infelizmente não compreendem bem a indústria do seguro e nós vamos trabalhar muito para levar essa informação nos mais diversos meios, seja através da imprensa, através de mídias social, através de canais de comunicação da indústria para que cada vez mais as pessoas entendam o seguro e o benefício que o seguro traz na sua vida. O segundo grande obstáculo, naturalmente, é que nós ainda vivemos num país que tem pouca renda disponível. E aqui, na região Nordeste, a gente sabe que ainda é abaixo da média nacional em termos de renda. Então, é um grande desafio desenvolver produtos que sejam adaptados para esse nível de renda. Esse é o trabalho que a indústria está se disponibilizando a fazer daqui para frente, que é ter cada vez mais produtos que possam se adaptar dentro da capacidade de renda da população", explicou.

Por fim, Dyogo Oliveira falou como a política econômica do Governo interfere na indústria de seguros e perspectivas para este ano.

"A Indústria de seguro depende de renda, então se a economia vai bem, se o país  está crescendo, a indústria de seguros cresce mais. Se a economia não vai bem ,a indústria cresce menos. Então assim, o grande impacto em termos de política é isso. A gente torce muito para que país  cresça. Nós estamos com o cenário de crescimento otimista para esse ano, estamos com projeção de 2,2% de crescimento do PIB. Estamos aí na expectativa de que as coisas deem certo,  que o país realmente volte a crescer porque isso faz com que toda a economia se movimente naturalmente e a indústria de seguros vai junto", concluiu o presidente da CNseg.

A seguir a íntegra da entrevista de Dyogo Oliveira.

Repórter -  O que foi debatido no encontro?

Dyogo - Tivemos hoje o encontro da indústria de seguro aqui em Recife, onde nós fizemos um debate sobre a importância do seguro, como o seguro pode melhorar a vida das pessoas e facilitar o crescimento da economia e como a gente precisa atuar para levar o seguro para um número cada vez maior de pessoas.

Repórter - Como isso será feito?

Dyogo - Nós lançamos recentemente um plano de desenvolvimento do mercado seguro cuja meta principal é aumentar em 20% o número de pessoas empresas atendidas pelo seguro dentro de um prazo de oito anos. Para isso, nós identificamos 65 ações necessárias que envolvem falar da imagem do seguro, ou seja, levar ao conhecimento da população sobre seguro, para que o seguro serve, como contratar, porque, às vezes, a pessoa contrata algo que não precisa e deixa de contratar o que precisa. Então a gente vai trabalhar muito para levar esse tipo de informação para a população.

Repórter - E além disso, o que vai ser feito?

Dyogo - Vamos desenvolver novos produtos, mais adequados para renda da população; desenvolver os canais de distribuição e melhorar os canais tradicionais para tornar mais eficiente o trabalho dos corretores. Também vamos desenvolver novos canais digitais para que as pessoas possam realizar as suas contratações de seguro diretamente pelo canal digital.

Repórter - Qual a maior dificuldade para o acesso do seguro no Brasil?

Dyogo - São duas questões principais que dificultam acesso ao seguro: o primeiro é a falta de conhecimento sobre seguro. As pessoas infelizmente não compreendem bem a indústria do seguro e nós vamos trabalhar muito para levar essa informação nos mais diversos meios, seja através da imprensa, através de mídias social, através de canais de comunicação da indústria para que cada vez mais as pessoas entendam o seguro e o benefício que o seguro traz na sua vida. O segundo grande obstáculo, naturalmente, é que nós vivemos num país que tem pouca renda disponível. E aqui, na região Nordeste, a gente sabe que é abaixo da média nacional em termos de renda... então é um grande desafio desenvolver produtos que sejam adaptados para esse nível de renda, então esse é o trabalho que a indústria está se disponibilizando a fazer daqui para frente, que é ter cada vez mais produtos que possam se adaptar dentro da capacidade de renda da população.

Repórter - A política econômica do Governo interfere em que ponto nesse setor?

Dyogo - A Indústria de seguro depende de renda. Então... se a economia vai bem, se o país  está crescendo, a indústria de seguros cresce. Se a economia não vai bem a indústria cresce menos. Então assim, o grande impacto em termos de política é isso. A gente torce muito para que país cresça. Nós estamos com o cenário de crescimento otimista para esse ano, estamos com projeção de 2,2% de crescimento do PIB. Estamos aí na expectativa de que as coisas deem certo,  que o país realmente volte a crescer, porque isso faz com que toda a economia se movimente naturalmente e a indústria de seguros vai junto.

A seguir áudio com a entrevista completa de Dyogo Oliveira: 

WhatsApp Audio 2023-03-23 at 15.33.08.mp4

 

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Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.

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