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Arma na mão é um perigo, porque ela só tem uma finalidade: matar


O porte de armas foi flexibilizado e facilitou a ação de criminosos

O porte de armas foi flexibilizado e facilitou a ação de criminosos Foto: Redes sociais

Arma na mão é um perigo. E não mão de bandido é muito mais perigosa. E o que dizer da arma na pasta 007 do pastor Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação de Bolsonaro?

Depois de ter sido defenestrado por propinagem no MEC, a pistola do pastor Milton Ribeiro disparou em pleno aeroporto internacional de Brasília e feriu uma funcionária de uma empresa aérea.

A eu pergunto: por que um pastor e ministro carrega uma arma na pasta? E por que ele pode andar com arma dentro de um avião? E se ele resolver sequestrar o avião para fugir do país para não ser preso pela propinagem no MEC?

Por que diabos um pastor carrega uma arma para onde vai?

Ou seja, arma na mão é um perigo. Se lá não mão de quem for. Mas na mão de um bandido é ainda pior. As armas só tem uma finalidade: matar. Embora por motivos diferentes, quem anda com um arma tem em mente que pode matar.

Nesse dias temos confirmados informações de crimes envolvendo bandidos e militares. Na noite de segunda-feira (25), em Teresina, um jovem suspeito de assaltar e matar um sargento da PM no dia 21 foi morto por policiais.

O jovem, um bandido, matou um PM porque estava com uma arma na mão. Ai os policiais, todos de armas na mão, foram lá e mataram o suspeito. E o argumento? O mesmo: reagiu à prisão e trocou tiros com os policiais.

Na manhã desta terça-feira (26) recebo a informação de que uma moça de 15 anos está em estado grave após ser baleada na boca por Gabriel Norberto de Almeida Lobo, um militar da Marinha.

O crime teria ocorrido num motel no município de Vigia de Nazaré, no Pará. A jovem teria sido levada ao local com a promessa de carona, mas se recusou a tirar a roupa e acabou baleada.

O que dizer de um sujeito desses? Ele é um militar ou um bandido? Ou as duas coisas: um militar-bandido? Ele precisava mesmo andar com uma arma? Aliás, uma arma paga pelo povo e usada para atirar em um pessoa do povo.

Temos de buscar as causas dessa violência. Primeiro deixar claro que se tem bandidos com armas na mão é importante saber de onde vem essas armas? Segundo: deixar claro quem liberou a venda de armas sem a menor fiscalização no País.

Todos sabem, então, quem pode e quem realmente compra armas? Será que o cidadão comum, honesto, um trabalhador deixa de compra alimentos para a família para comprar arma? Duvido.

Incentivo ao crimes

E a pergunta que não quer calar: por que será que os crimes contra a vida cresceram tanto no Brasil nos últimos três anos? A resposta é simples: porque ninguém menos que o presidente da República incentiva o ódio, a violência e os crimes todos os dias, desde que assumiu o cargo.

Em 2019, logo que assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro baixou o Decreto 9.785/19 que regulamenta questões relacionadas ao porte de arma de fogo, principalmente quanto aquelas de uso restrito.

Além de possibilitar o porte de armas para um grande número de pessoas, o Decreto modificou o rol de armas de uso restrito, fazendo com que vários calibres que antes eram de uso restrito das forças armadas sejam agora de uso permitido.

Bolsonaro não esconde de ninguém que a profissão dele é matar

Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com
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Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com

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