Saúde e bem-estar
Da Redação
22 de agosto de 2026 às 11:13 ▪ Atualizado há 47 minutos
O uso de canetas emagrecedoras, medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, está relacionado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular quando não acompanhado de mudanças alimentares e exercícios.
Em entrevista à Agência Brasil, Marcio Mancini, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador na Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), destacou que esses medicamentos podem diminuir a ingestão de alimentos, causando possíveis déficits de proteínas e vitaminas.
Mancini recomenda o consumo de proteínas de 1,2 grama por quilo ao dia para jovens saudáveis e de 1,5 grama para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia. Ele sugere acompanhamento por exames como bioimpedância e densitometria para monitorar a massa magra, além de testes de força muscular para evitar perdas acima de 25% do peso.
Sintomas comuns relatados incluem queda de cabelo e problemas gastrointestinais como náusea e constipação quando não há supervisão. Mancini lista estratégias dietéticas, como refeições pequenas e frequentes, consumo de proteínas no início das refeições e aumento de fibras e líquidos.
Sinais de alerta para desnutrição incluem perda de força, alterações nos exames de vitaminas e uma restrição alimentar excessiva que elimina o prazer de comer.
Para a mentora Amanda Vila Nova, supervisionada por especialistas, o tratamento trouxe emagrecimento eficaz sem efeitos como queda de cabelo, devido à correta reposição de vitaminas.
Fonte: Agência Brasil
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