USO EXCESSIVO DE TELA
Teresinha Ferreira
10 de setembro de 2026 às 11:23 ▪ Atualizado há 1 hora
O uso intensivo de celulares e tablets por crianças e adolescentes está diminuindo a frequência de piscar, um hábito involuntário, o que leva ao aumento de casos de olho seco em consultórios de oftalmologia pediátrica.
Essa condição ocorre devido à falta de lubrificação adequada na superfície ocular, causada por produção insuficiente de lágrimas ou sua evaporação excessiva. Os sintomas comuns são sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.
A oftalmologista Ana Paula Silverio explica que ao passar longas horas diante de telas, que estão muito próximas ao rosto, a frequência de piscar reduz, aumentando a evaporação das lágrimas e, consequentemente, a secura ocular.
"As mães trazem as crianças ou adolescentes com queixas de piscar mais e sentir desconforto", relatou a especialista durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que ocorre em Salvador.
De acordo com Ana Paula, adolescentes correm riscos maiores, pois passam mais tempo em celulares. O uso prolongado ocorre, muitas vezes, em ambientes mal iluminados, o que agrava a situação.
A oftalmologista ressaltou a importância de limitar o tempo de tela a no máximo duas horas diárias, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria para jovens acima de 6 anos.
*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)
Fonte: Agência Brasil
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