Saúde

ESTUDO

Tabagismo cresce entre jovens de 16 a 24 anos, indica estudo

Pesquisa do A.C. Camargo revela alta incidência de fumantes jovens no Brasil

Teresinha Ferreira

26 de agosto de 2026 às 16:13 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • Jovens de 16 a 24 anos no Brasil têm uma taxa de tabagismo de 19%, acima da média nacional de 17%.
  • A faixa etária de 25 a 40 anos tem a menor taxa de fumantes, com 15%.
  • A maior taxa de ex-fumantes está entre pessoas acima de 60 anos (32%).
  • 33% da população é exposta ao tabagismo passivo, aumentando o risco de câncer de pulmão.
  • A iniciação ao tabagismo geralmente ocorre aos 16 anos.
  • O Sul do Brasil lidera no consumo de cigarro, com 22%.
  • Tabagismo é mais comum entre aqueles com renda de até um salário mínimo e menor escolaridade.
  • Entre os fumantes, 84% também mantêm outros hábitos prejudiciais à saúde.
  • 63% dos fumantes consideram sua saúde "ótima" ou "boa".

Agência Brasil tabagismo entre jovens
tabagismo entre jovens

Jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentam uma taxa de tabagismo superior a outras faixas etárias, conforme uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país.

Nessa faixa etária, 19% se declaram fumantes ativos de cigarros comuns ou eletrônicos, superando a média nacional de 17%. A faixa entre 25 e 40 anos mostrou o menor índice, com 15% de fumantes. Os grupos acima de 60 anos e de 41 a 59 anos apresentaram índices de 16% e 17%, respectivamente.

Cerca de 33% da população é regularmente exposta ao tabagismo passivo, o que aumenta os riscos de câncer de pulmão, mesmo entre não fumantes. Segundo Helano Freitas, do A.C. Camargo, a iniciação ao consumo ocorre, em média, aos 16 anos.

O estudo destacou ainda que a maior taxa de ex-fumantes está entre pessoas acima de 60 anos (32%). Regionalmente, o Sul lidera o consumo de cigarro (22%), seguido pelo Sudeste (19%).

O tabagismo também está relacionado a fatores socioeconômicos, sendo mais alto entre aqueles com renda de até um salário mínimo (19%) e com menor escolaridade (21%).

Entre os fumantes, 84% mantêm até quatro hábitos prejudiciais à saúde, como sedentarismo e dieta rica em frituras. Apesar disso, 63% dos fumantes dizem ter saúde "ótima" ou "boa".

Fonte: Agência Brasil