Saúde

SAÚDE MENTAL DE JORNALISTA

Pesquisa revela desafios à saúde mental de jornalistas no Brasil

Estudo destaca impacto de condições de trabalho e assédio em profissionais de imprensa

Teresinha Ferreira

14 de setembro de 2026 às 15:46 ▪ Atualizado há 29 minutos

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  • Pesquisa da Fundacentro, com apoio da Fenaj, mostra preocupações com a saúde mental de jornalistas no Brasil.
  • O estudo é intitulado "Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil".
  • Destaca a necessidade de ações de empregadores e políticas públicas para ambientes de trabalho seguros.
  • Dos 257 jornalistas entrevistados, 48% relataram insônia, 36% ansiedade e 50% depressão.
  • O consumo de álcool em níveis de risco e o assédio moral foram identificados como problemas preocupantes.
  • Cyberbullying afeta 30% dos jornalistas participantes.
  • Estresse e riscos psicossociais são exacerbados pela natureza dinâmica do jornalismo.
  • 61% citaram baixo apoio social no ambiente profissional.
  • Segundo a Fenaj, esses problemas também afetam a qualidade da informação e a democracia.

Agência Brasil Condições de trabalho e assédio afetando jornalistas no Brasil
Condições de trabalho e assédio afetando jornalistas no Brasil

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) pela Fundacentro, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), revela que as condições de trabalho e assédio afetando jornalistas no Brasil resultam em preocupações de saúde mental.

O estudo, intitulado Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, enfatiza a necessidade de ações urgentes de empregadores e políticas públicas para garantir um ambiente de trabalho seguro para esses profissionais essenciais.

Dos 257 jornalistas brasileiros entrevistados, quase metade (48%) relatou sintomas de insônia, um número superior à média nacional conforme o relatório Vigitel Brasil do Ministério da Saúde. Além disso, 36% mencionaram ansiedade e 50% enfrentam depressão, destacando a urgência da questão.

Problemas adicionais incluem o consumo de álcool em níveis de risco e a prevalência de assédio moral, reportada por 26% dos entrevistados, número que pode alcançar 37% com critérios mais amplos. O cyberbullying também é significativo, afetando 30% dos participantes.

As pesquisadoras Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze, apresentaram esses dados no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, frisando que o dinamismo do jornalismo contribui para o estresse e riscos psicossociais. O baixo apoio social no ambiente profissional, citado por 61% dos jornalistas, agrava a situação.

Conforme Samira de Castro Cunha, presidente da Fenaj, esses fatores afetam não apenas a saúde dos jornalistas, mas também a qualidade da informação oferecida à sociedade, revelando a importância de se abordar essas questões para a manutenção da democracia.

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Fonte: Agência Brasil