Saúde

ALERTA NA SAÚDE

Piauienses estão entre os mais diagnosticados com hanseníase no país; conheça os sintomas

Estado ocupa a quinta posição com maior taxa de detecção de casos novos por 100 mil habitantes

Por Natalia Costa

Segunda - 26/01/2026 às 13:00



Foto: Reprodução/Ascom HU-UFPI Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da hanseníase no Piauí, estado que segue com índices hiperendêmicos da doença
Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da hanseníase no Piauí, estado que segue com índices hiperendêmicos da doença

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2025, o Piauí apresenta parâmetros considerados hiperendêmicos, ocupando a quinta posição entre os estados com maior taxa de detecção de casos novos por 100 mil habitantes.

Segundo a médica dermatologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), Lívia Martins, um dos principais fatores que contribuem para esse cenário é o diagnóstico tardio. 

Temos muitos casos em que a hanseníase já se encontra em estágio avançado, com pacientes apresentando sequelas. O ideal é realizar o diagnóstico o quanto antes, de forma precoce, pois assim conseguimos evitar incapacidades físicas e reações mais graves.

A dermatologista destaca que a assistência ambulatorial, suporte para internações quando necessário e atendimento especializado de média e alta complexidade são fundamentais para impedir o avanço da doença.

“A internação é fundamental nos casos mais graves, assim como o atendimento ambulatorial, que possibilita o diagnóstico precoce. Além disso, o ensino tem papel essencial, pois forma residentes em dermatologia mais capacitados para reconhecer a doença rapidamente e iniciar o tratamento de forma adequada”, ressalta Martins.

Sintomas e sinais de alerta

A principal característica clínica da hanseníase é a perda de sensibilidade, geralmente associada ao surgimento de manchas na pele, que podem ser mais claras ou avermelhadas. 

Nessas áreas, há diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao toque. Diferentemente da pele saudável, essas regiões não respondem aos estímulos. Em alguns casos, ocorre também o espessamento dos nervos, o que pode intensificar a perda de sensibilidade e gerar incapacidades.

Fonte: Com informações do HU-UFPI

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