Política

COMBATE À FOME

Wellington Dias alerta para impacto de guerras e mudanças climáticas no combate à fome

Ministro destacou riscos para a segurança alimentar e defendeu ampliação da cooperação internacional durante reunião da Aliança Global

Da Redação

04 de setembro de 2026 às 10:17 ▪ Atualizado há 12 minutos

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  • Conflitos armados, mudanças climáticas e redução de investimentos ameaçam o combate à fome e à pobreza.
  • Guerras afetam a produção e circulação de alimentos, impactando negativamente os vulneráveis.
  • Conflitos podem levar até 40 milhões de pessoas à fome.
  • Mudanças climáticas, como secas e enchentes, prejudicam a produção agrícola e elevam preços dos alimentos.
  • Recursos destinados ao enfrentamento da fome estão em risco devido a crises internacionais.
  • Reunião da Aliança Global discutiu a ampliação de cooperação para enfrentar a fome e a pobreza.
  • Cooperação envolve governos, setor privado, fundos e organizações filantrópicas.
  • Número de pessoas com fome teve uma redução de 750 milhões em 2015 para 642 milhões em 2025.
  • Aliança Global possui 222 membros e enfrenta demanda crescente por apoio.
  • Próximas ações incluem articulações internacionais até 2026 para fortalecer iniciativas contra fome e pobreza.

Alepi Com Wellington Dias
Com Wellington Dias

O avanço mundial no combate à fome e à pobreza pode ser ameaçado pelo aumento dos conflitos armados, pelas mudanças climáticas e pela redução dos investimentos destinados às políticas de segurança alimentar. O alerta foi feito pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante a 5ª Reunião do Core Group da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, realizada por videoconferência nesta quinta-feira (3).

Na condição de copresidente da Aliança, Wellington Dias apresentou dados sobre os principais fatores que colocam em risco a segurança alimentar. Segundo ele, as guerras estão entre as principais ameaças, porque interferem na produção e na circulação de alimentos, prejudicam os meios de subsistência e dificultam o acesso da população mais vulnerável à alimentação.

Os conflitos podem fazer com que até 40 milhões de pessoas entrem em situação de fome, conforme os dados apresentados durante o encontro.

Mudanças climáticas também ameaçam segurança alimentar

Outro fator destacado pelo ministro foram os efeitos das mudanças climáticas. Eventos extremos, como secas, enchentes e outros fenômenos, podem comprometer a produção agrícola, provocar aumento nos preços dos alimentos e reduzir a renda de milhões de pessoas.

Esse cenário pode ampliar a insegurança alimentar justamente entre as populações que já enfrentam maiores dificuldades econômicas.

A preocupação também se estende aos recursos destinados ao enfrentamento da fome e da pobreza. Em um cenário internacional marcado por guerras e crises, a redução dos investimentos pode limitar a capacidade dos países de responder a situações emergenciais e dificultar a continuidade de políticas de proteção social e segurança alimentar.

Aliança busca ampliar cooperação

Durante a reunião, os participantes também discutiram formas de ampliar a mobilização de recursos e conhecimentos para o enfrentamento da fome e da pobreza.

A cooperação envolve não apenas os governos, mas também o setor privado, fundos internacionais e organizações filantrópicas. Esses grupos podem contribuir financeiramente e tecnicamente para a implementação de políticas públicas e apoiar países interessados em desenvolver ações de combate à fome e à pobreza.

Número de pessoas com fome recuou em 2025

A reunião também apresentou resultados alcançados pela Aliança Global e os desafios para ampliar a cooperação internacional.

Segundo os dados apresentados, o número de pessoas enfrentando a fome chegou a aproximadamente 750 milhões ao longo do período desde 2015, quando foram aprovados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Em 2025, esse número recuou para 642 milhões de pessoas.

Apesar da redução mais recente, o cenário ainda exige ações coordenadas entre os países para garantir o acesso à alimentação e fortalecer políticas de proteção social.

Atualmente, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza reúne 222 membros, sendo 107 países, 70 fundações e outras organizações, 31 organizações internacionais e 14 instituições financeiras internacionais.

De acordo com Wellington Dias, o crescimento da iniciativa também trouxe uma demanda maior por apoio. Existe uma fila de países interessados em receber auxílio para desenvolver e colocar em prática políticas de combate à fome e à pobreza.

A necessidade de ampliar a rede de colaboradores, portanto, é um dos desafios para a continuidade e expansão da Aliança Global.

Próximas ações

Os participantes da reunião também trataram do calendário de atividades da Aliança Global para os próximos meses.

A programação prevê uma agenda internacional até o fim de 2026, com a continuidade das articulações entre governos, organizações e instituições financeiras para ampliar a cooperação e fortalecer iniciativas voltadas à redução da fome e da pobreza.

Fonte: MDS