Política

INSULTO COVARDE

Vídeo: vereador bolsonarista chama professores de "vagabundos"

Declaração de Lucas Pavanato provocou reação de manifestantes e parlamentares da oposição durante debate sobre reajuste salarial

Natalia Costa

18 de maio de 2026 às 11:45 ▪ Atualizado há 47 minutos

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  • O vereador Lucas Pavanato chamou professores em greve de "vagabundos" e "burros", gerando indignação.
  • A greve é em resposta à proposta de reajuste salarial feita pela gestão do prefeito Ricardo Nunes.
  • Pavanato afirmou que "quem faz greve não trabalha, é vagabundo", causando tumulto na Câmara Municipal.
  • A sessão foi suspensa após protestos de parlamentares e manifestantes.
  • Bancadas do PT e PSOL criticam a proposta de reajuste por estar abaixo da inflação e causar perdas salariais.
  • O Sinpeem confirmou a continuidade da greve dos profissionais da educação.
  • Comparações foram feitas entre o reajuste aos servidores (3,51% até 2027) e o aumento salarial dos vereadores (37% até 2025).

Vereador Lucas Pavanato (PL) e Bolsonaro Foto: reprodução
Vereador Lucas Pavanato (PL) e Bolsonaro Foto: reprodução

O clima de tensão tomou conta da Câmara Municipal de São Paulo após o vereador bolsonarista Lucas Pavanato (PL) utilizar termos ofensivos para se referir a professores e profissionais da educação que participavam de uma greve contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes.

Durante a defesa do projeto enviado pelo Executivo municipal, o parlamentar chamou os manifestantes de “vagabundos” e “burros”, gerando indignação entre servidores, vereadores da oposição e pessoas que acompanhavam a sessão nas galerias da Câmara.

“Quem faz greve não trabalha, é vagabundo. E se a carapuça serviu, o problema é de vocês”, declarou o vereador durante o debate.

Após a fala, houve reação imediata de parlamentares oposicionistas, entre eles a vereadora Silvia Ferraro, que criticou o posicionamento do colega.

Manifestantes presentes no plenário também responderam com gritos e palavras de protesto, incluindo frases como “você nunca trabalhou na vida”. Diante do tumulto e da repercussão da declaração, a sessão foi suspensa.

As bancadas do Partido dos Trabalhadores (PT) e do PSOL criticaram o índice de reajuste proposto pela Prefeitura de São Paulo, alegando que o percentual está abaixo da inflação acumulada e representa perdas salariais para os servidores da educação.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) também afirmou que a proposta prejudica a carreira dos docentes e confirmou a continuidade da greve da categoria.

A revolta dos servidores aumentou após comparações entre o reajuste oferecido aos funcionários municipais e o aumento aprovado anteriormente pelos próprios vereadores.

Pela proposta em discussão, os servidores terão reajuste de 3,51%, parcelado até 2027. Já os vereadores aprovaram, em 2024, um aumento de 37% nos próprios salários, elevando os vencimentos para mais de R$ 26 mil a partir de 2025.

Fonte: Uol



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