ELEIÇÕES 2026
Da Redação
02 de setembro de 2026 às 09:31 ▪ Atualizado há 46 minutos
Sete candidatos que disputam as eleições de 2026 no Piauí são alvo de pedidos de impugnação apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Os questionamentos envolvem candidaturas aos cargos de governador, deputado federal e deputado estadual.
Os pedidos foram apresentados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) com base em possíveis impedimentos previstos na legislação eleitoral. Entre os motivos apontados estão condenações criminais e problemas relacionados à prestação de contas e à quitação eleitoral.
A análise dos casos ainda será feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Conforme o calendário eleitoral, a Justiça Eleitoral deve concluir o julgamento dos registros de candidatura até 14 de setembro.
Até o momento, nenhum dos sete registros questionados havia sido julgado pelo TRE-PI, conforme dados disponíveis na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Candidaturas questionadas
Entre os candidatos está Elizeu Aguiar (Novo), que disputa o Governo do Piauí. Segundo o Ministério Público Eleitoral, ele teve contas públicas rejeitadas por irregularidade considerada insanável e que, conforme a acusação, configuraria ato doloso de improbidade administrativa, com decisão irrecorrível do órgão competente.
Também são alvo de impugnação os candidatos a deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos), que busca a reeleição, Irmão Veloso (PSDB), Cleiton Popular (PL) e Antônio de Deus (Democracia Cristã).
Jadyel Alencar e Cleiton Popular são questionados em razão de condenações por crimes previstos na legislação eleitoral como causas de inelegibilidade.
Já Irmão Veloso e Antônio de Deus aparecem nos pedidos relacionados à ausência de quitação eleitoral, após terem contas de campanha julgadas como não prestadas.
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), também foram alvo de impugnação Deri Sousa (Psol), por condenação relacionada a crimes previstos na legislação, e Samuel Coêlho (PL), por ausência de quitação eleitoral decorrente de contas julgadas não prestadas.
Candidatos continuam em campanha
A apresentação de um pedido de impugnação não significa, neste momento, que os candidatos estejam impedidos de fazer campanha. De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, as candidaturas permanecem sub judice enquanto não houver uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Assim, os candidatos podem continuar praticando atos de campanha até que haja uma decisão judicial que determine o contrário.
Elizeu Aguiar afirma estar confiante
Alvo de um dos pedidos, o candidato ao Governo do Piauí, Elizeu Aguiar, afirmou que sua defesa já foi apresentada à Justiça Eleitoral e demonstrou confiança no julgamento do caso.
Segundo ele, não houve comprovação de improbidade administrativa e a situação apontada no processo seria resultado de circunstâncias nas quais se considera vítima.
Os demais candidatos citados não haviam sido localizados para comentar os pedidos de impugnação até a publicação das informações. O espaço permanece aberto para manifestações.
Como funciona a impugnação
Depois que os pedidos de registro de candidatura são apresentados, a Justiça Eleitoral verifica a documentação e publica os registros para que eventuais questionamentos sejam apresentados.
O Ministério Público Eleitoral tem prazo de cinco dias, após a publicação do edital, para contestar candidaturas que considere incompatíveis com as exigências legais. Candidatos adversários, partidos, coligações e federações também podem apresentar impugnações.
A decisão sobre o registro cabe à Justiça Eleitoral, que deverá avaliar individualmente os argumentos apresentados e as defesas dos candidatos.
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