Polícia

NOVA OPERAÇÃO

Trader Douglas Fonseca é preso pela 2° vez por porte ilegal de arma

Fundador do DF Group foi detido durante operação que investiga grupo suspeito de aplicar golpes milionários com falsos investimentos

Da Redação

22 de setembro de 2026 às 16:01 ▪ Atualizado há 44 minutos

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  • Douglas Fonseca, fundador do DF Group, foi preso por porte ilegal de arma.
  • A prisão ocorreu durante uma operação que investiga golpes milionários.
  • A operação foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, envolvendo mandados em diversos estados.
  • Além da arma, documentos e eletrônicos foram apreendidos.
  • Douglas já era investigado por esquemas fraudulentos de investimentos.
  • O grupo prometia ganhos altos e seguros em setores como imobiliário e agronegócio.
  • Em fases anteriores, vários bens de luxo e documentos já haviam sido apreendidos.
  • Novas denúncias surgiram após as primeiras prisões, e o Ministério Público continua investigando.

Reprodução/Redes sociais Douglas Fonseca Araújo, proprietário da empresa DF Group
Douglas Fonseca Araújo, proprietário da empresa DF Group

O trader Douglas Fonseca, fundador do DF Group, foi preso novamente nesta terça-feira (22), em Teresina, desta vez por porte ilegal de arma de fogo. A prisão aconteceu durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários com falsos investimentos e lavar dinheiro.

Segundo o Ministério Público do Piauí (MPPI), Douglas foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A arma foi encontrada no imóvel onde os policiais realizaram as buscas.

A operação foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e cumpriu mandados em São Paulo, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso. No Piauí, a ação contou com apoio das Polícias Civil e Militar.

Além da arma, os policiais apreenderam documentos e aparelhos eletrônicos. O material será analisado e poderá ajudar nas investigações.

Investigação por golpes milionários

Douglas já era investigado por suspeita de participar de um esquema de fraude envolvendo investimentos financeiros. Segundo as investigações, o grupo oferecia aplicações com promessa de altos lucros e apresentava os negócios como seguros e ligados aos setores imobiliário e do agronegócio.

A polícia afirma que os suspeitos utilizavam empresas, escritórios e até aplicativos que simulavam plataformas de investimentos para transmitir uma aparência de segurança aos clientes.

Em julho, Douglas e outras nove pessoas foram presas durante a primeira fase das investigações. Na ocasião, a polícia afirmou que o grupo teria feito mais de 70 vítimas e movimentado cerca de R$ 100 milhões em dois anos.

Segundo o delegado Roni Silveira, Douglas prometia aos investidores ganhos mensais de até 10%.

Ainda de acordo com a investigação, os recursos recebidos não eram efetivamente aplicados como informado aos clientes. O grupo teria utilizado novos investimentos para manter os pagamentos e sustentar o esquema.

Nova prisão

Nesta terça-feira (22), a prisão de Douglas ocorreu durante uma nova etapa da investigação. O flagrante por porte ilegal de arma é diferente das acusações que já eram investigadas no caso dos supostos golpes financeiros.

Os documentos e equipamentos apreendidos agora serão periciados. O conteúdo poderá ser utilizado para esclarecer a atuação do grupo e identificar outras pessoas eventualmente envolvidas.

Na primeira fase da operação, foram apreendidos 11 veículos, incluindo carros de luxo, além de armas, relógios, joias e documentos. Um escritório que, segundo a investigação, era utilizado pelo grupo também foi interditado.

O Ministério Público continua investigando o caso. A defesa de Douglas Fonseca ainda não havia sido localizada para comentar a nova prisão.

Denúncias

Após a repercussão das primeiras prisões, a polícia informou que recebeu novas denúncias de possíveis vítimas.

As pessoas que acreditam ter sido vítimas do grupo podem procurar uma delegacia da Polícia Civil ou registrar denúncia pelo BO Fácil, serviço da Secretaria da Segurança Pública do Piauí que funciona pelo WhatsApp, gratuitamente e 24 horas por dia, pelo número 0800 086 0190.

Fonte: Polícia Civil do Piauí