Política

CRIMES DIGITAIS

Senado vota aumento de penas para crimes sexuais digitais

Proposta inclui ronda virtual sem ordem judicial para combater crimes sexuais digitais contra menores.

Da Redação

06 de julho de 2026 às 13:31 ▪ Atualizado há 31 minutos

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  • O Senado debate propostas para intensificar as punições por violência sexual digital contra crianças.
  • O PL 3.066/2025 aumenta penas para crimes sexuais digitais, especialmente com uso de IA, de 1-4 anos para 3-6 anos de prisão.
  • O projeto autoriza "rondas virtuais" para coleta de dados sem ordem judicial em casos de violência sexual contra menores.
  • A senadora Damares Alves apoia o texto aprovado pela Câmara.
  • O PL 4.978/2023 visa a transferência automática da pensão alimentícia, destacando dificuldades com atrasos de pagamento.
  • A PEC 14/2021 propõe aposentadoria para agentes de saúde e de combate às endemias, com idade mínima e tempo de contribuição estabelecidos.
  • O impacto orçamentário estimado é de R$ 3 bilhões anuais.
  • Requer cinco sessões de discussão na CCJ antes da votação.

Senado vota aumento de penas para crimes sexuais digitais

O Senado discute nesta terça-feira (7), a partir das 14h, propostas para endurecer punições em casos de violência sexual digital contra crianças e adolescentes. O Projeto de Lei 3.066/2025 prevê penas mais severas para crimes sexuais digitais, especialmente quando envolve o uso de inteligência artificial. A pena para quem possuir ou armazenar material de abuso passará de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos de reclusão, além de multa.

O projeto também autoriza uma "ronda virtual" por órgãos investigativos, que poderiam coletar dados de crimes em ambientes digitais públicos sem necessidade de ordem judicial se relacionados à violência sexual contra menores. A relatora na Comissão de Direitos Humanos, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apoia o texto conforme aprovado na Câmara dos Deputados, uma iniciativa do deputado Osmar Terra (PL-RS).

Outro destaque da sessão é o PL 4.978/2023, que visa obrigar a transferência automática bancária da pensão alimentícia, gerida pela conta do beneficiário. A relatora, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), aponta dificuldades jurídicas atuais quando ocorrem atrasos no pagamento. Este projeto teve origem com a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Na ordem do dia também está a PEC 14/2021, que discute aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. O projeto estipula idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com 25 anos de contribuição. Prevê também a contratação desses profissionais e financiamento pela União, abrangendo agentes de saúde indígenas.

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, o impacto estimado no orçamento é de R$ 3 bilhões anuais. O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Irajá (PSD-TO), apoia o texto vindo da Câmara. Para sua aprovação, são necessárias cinco sessões de discussão em primeiro turno, com votação subsequente.

Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação)

Fonte: Senado Notícias



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