Política

INDICAÇÃO REJEITADA

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF; é a 1ª rejeição desde 1894

Advogado-geral da União não alcança votos necessários; Lula terá que indicar novo nome

Natalia Costa

29 de abril de 2026 às 19:47 ▪ Atualizado há 56 minutos

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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, a primeira rejeição desde 1894.
  • Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários; precisava de 41 votos para aprovação.
  • A indicação foi arquivada e Lula terá que indicar um novo nome para o STF.
  • A Comissão de Constituição e Justiça havia aprovado a indicação, mas o plenário rejeitou.
  • Durante a sabatina, Messias se posicionou contra o aborto e criticou o ativismo judicial.
  • Comentou sobre sua atuação em defesa do patrimônio público nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
  • Antes deste caso, a última rejeição de indicação ao STF pelo Senado ocorreu em 1894.
  • Jorge Messias era a terceira indicação de Lula ao STF; Cristiano Zanin e Flávio Dino foram aprovados anteriormente.

Jorge Messias durante sabatina no Senado ao defender posições sobre aborto, Judiciário e Estado laico.
Jorge Messias durante sabatina no Senado ao defender posições sobre aborto, Judiciário e Estado laico.

O plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta é a primeira vez, desde 1894, que senadores barram um nome indicado por um presidente da República para a Corte.

Messias recebeu 34 votos favoráveis, 42 contrários e houve uma abstenção. A votação foi secreta. Para ser aprovado, ele precisava de pelo menos 41 votos, que correspondem à maioria absoluta dos 81 senadores.

Com a rejeição, a indicação foi arquivada, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá encaminhar um novo nome ao Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Aprovação na CCJ não se confirmou no plenário

Mais cedo, a indicação havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 16 votos a 11. No entanto, o aval da comissão não garantiu a aprovação no plenário, onde ocorre a decisão final.

Declarações na sabatina

Durante a sabatina, Jorge Messias abordou temas sensíveis e defendeu posições sobre o Judiciário. Ele reafirmou ser contra o aborto e criticou decisões individuais de ministros do STF.

O indicado também falou sobre o chamado ativismo judicial, classificando-o como uma ameaça ao equilíbrio entre os Poderes.

“O ativismo judicial tem ganhado corpo no Brasil inteiro, não é somente no Brasil”, afirmou.

Sobre os atos de Atos de 8 de janeiro de 2023, Messias disse ter atuado em defesa do patrimônio público.

“O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes da minha vida. O que eu fiz foi a defesa do patrimônio da União, por dever constitucional”, declarou.

Histórico raro no Senado

Antes deste episódio, a última rejeição de indicações ao STF ocorreu em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. Na ocasião, cinco nomes foram barrados pelo Senado.

Terceira indicação de Lula ao STF

Jorge Messias era o terceiro indicado de Lula ao Supremo neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino tiveram seus nomes aprovados e já integram a Corte.

Fonte: G1 Globo