Política

VISITAS A PRESO

PGR se opõe a recurso de Bolsonaro para retomar visitas

Paulo Gonet recomenda rejeição ao pedido de Jair Bolsonaro sobre visitas em prisão domiciliar.

Teresinha Ferreira

12 de agosto de 2026 às 20:46 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Paulo Gonet, procurador-geral da República, posicionou-se contra o recurso de Jair Bolsonaro.
  • O recurso visava derrubar a decisão de Alexandre de Moraes que proíbe Flávio Bolsonaro de visitar o ex-presidente.
  • Moraes havia proibido visitas após Flávio divulgar uma carta de Bolsonaro nas redes sociais.
  • A defesa de Bolsonaro argumenta que Flávio é seu advogado, e tem direito de visita.
  • Gonet justifica a proibição como resposta à violação das condições de postagens impostas.
  • Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após cirurgia, enquanto se recupera de pneumonia bacteriana.
  • Visitas ao ex-presidente devem ser autorizadas por Alexandre de Moraes.

Agência Brasil PGR
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o recurso de Jair Bolsonaro para derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proíbe Flávio Bolsonaro de visitá-lo durante sua prisão domiciliar. A resposta foi dada nesta quarta-feira (12).

A decisão de Alexandre de Moraes, tomada no mês passado, impede visitas por 30 dias após Flávio ter divulgado nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente, que não pode realizar postagens nas redes, nem através de terceiros.

No recurso, a defesa de Bolsonaro argumenta que Flávio é advogado do ex-presidente e, portanto, teria o direito de visitá-lo. Os advogados também contestam a decisão que impede visitas de políticos durante o período eleitoral.

Paulo Gonet afirmou que a medida de Moraes é uma consequência da violação da proibição de postagens. "A divulgação da carta por Flávio contrariou as condições impostas", argumentou o procurador.

Bolsonaro, condenado a 27 anos por envolvimento em trama golpista, cumpre prisão domiciliar após cirurgia e está em recuperação de pneumonia bacteriana. A autorização para visitas durante sua detenção deve ser aprovada por Alexandre de Moraes.

Fonte: Agência Brasil