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Conselho do MPF decide investigação sobre procurador Gonet

Caso envolve mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Teresinha Ferreira

25 de setembro de 2026 às 06:45 ▪ Atualizado há 52 minutos

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  • O CSMPF se reúne para decidir sobre possível investigação do procurador-geral Paulo Gonet.
  • Investigação surge após seu nome ser citado em conversas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • A reunião será transmitida ao vivo e liderada por Nicolau Dino, vice-presidente do CSMPF.
  • Mensagens entre Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes foram desbloqueadas pelo STF.
  • Uma foto mostra Gonet em um evento em Londres com Vorcaro, mas ele nega proximidade relevante.
  • Gonet pediu a anulação do relatório da PF, alegando ilegalidade nas investigações sobre Moraes.
  • A análise do pedido de anulação foi adiada.

Agência Brasil Paulo Gonet
Paulo Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25) para decidir se o procurador-geral da República, Paulo Gonet, será investigado. A deliberação ocorre devido a citações de seu nome em conversas obtidas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A análise está programada para as 10h, com transmissão ao vivo pelo canal do MPF no YouTube. Embora Gonet presida o conselho, a sessão será conduzida pelo vice-presidente, Nicolau Dino. O subprocurador Francisco Sanseverino, relator do caso, introduzirá o debate antes da votação dos oito conselheiros.

As conversas surgiram após o desbloqueio de informações pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo mensagens que Vorcaro enviou a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em mensagens enviadas antes de sua prisão em novembro de 2025, Vorcaro mencionou Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Um destaque nas evidências é uma foto publicada pelo jornal O Globo, mostrando Gonet fumando charuto com Vorcaro em evento de 2024, em Londres. Gonet nega qualquer proximidade relevante com o ex-banqueiro, afirmando que seu contato foi "brevíssimo e banal".

Após as revelações, Gonet solicitou ao STF a anulação do relatório da PF, alegando que as investigações a respeito do ministro Moraes foram ilegais. A análise do pedido de anulação estava prevista para ocorrer na quarta-feira (23), mas a sessão foi desmarcada.

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Fonte: Agência Brasil