Política

MAIORIDADE PENAL

Pediatras criticam redução da maioridade penal para 16 anos

Proposta aprovada na CCJ da Câmara segue em tramitação no Congresso Nacional

Teresinha Ferreira

11 de agosto de 2026 às 14:58 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se opõe à PEC 32/2015, que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.
  • A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
  • A SBP argumenta que adolescentes são responsáveis por apenas 0,5% a 2% dos crimes violentos.
  • Não há evidências científicas de que a redução da idade penal diminua a criminalidade juvenil.
  • Em alguns países, a redução da maioridade penal aumentou a reincidência criminal.
  • Entre 2016 e 2020, cerca de 35 mil mortes violentas de crianças e adolescentes foram registradas no Brasil.
  • A SBP destaca a importância de respeitar a Constituição e o ECA para proteger crianças e adolescentes.
  • A PEC ainda será analisada por uma comissão especial e precisa do apoio de 308 deputados em duas votações na Câmara para prosseguir ao Senado.

Agência Brasil Maioridade Penal
Maioridade Penal

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se posicionou firmemente contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2015, que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e ainda aguarda tramitação no Congresso Nacional.

Em comunicado, a SBP ressalta que a proposta altera a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sob o argumento de que adolescentes estariam significativamente envolvidos em crimes violentos. No entanto, a entidade aponta que esses jovens são responsáveis apenas por 0,5% a 2% desses delitos, enquanto os adultos assumem a maioria dos crimes.

Não há evidências científicas robustas de que reduzir a idade penal diminua a criminalidade juvenil, segundo a SBP. "Nenhum país que adotou tal medida apresentou uma queda significativa nas taxas de crimes cometidos por adolescentes", afirma o documento.

A nota também menciona que, em alguns casos internacionais, houve incremento na reincidência criminal após a redução da maioridade penal. Em contrapartida, crianças e adolescentes continuam sendo vítimas expressivas de violência no país, com aproximadamente 35 mil mortes violentas registradas entre 2016 e 2020.

A SBP enfatiza a importância de cumprir os artigos da Constituição e do ECA que asseguram prioridade à proteção dos direitos de crianças e adolescentes, buscando evitar negligência e violência.

O próximo passo é a análise por uma comissão especial temporária, que examinará o mérito da proposta. Se aprovada, a PEC precisará do apoio de pelo menos 308 deputados em duas votações na Câmara antes de seguir ao Senado.

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Fonte: Agência Brasil