Política

AÇÃO DA PF

Operação da PF mira Mario Frias e produtora de Dark Horse

Ação investiga desvio de recursos públicos em emendas parlamentares

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 08:09 ▪ Atualizado há 17 horas

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  • A Polícia Federal iniciou a Operação Make Up para investigar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
  • Os principais alvos são o deputado federal Mario Frias e a produtora Karina Gama.
  • A operação foca na produção do filme "Dark Horse", relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em vários estados, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.
  • A investigação aponta a existência de uma organização criminosa que desviou centenas de milhões de reais.
  • Crimes investigados incluem peculato, lavagem de dinheiro e irregularidades em licitações.
  • O STF também investiga repasses de R$ 61 milhões para o filme, possivelmente articulados por Flávio Bolsonaro.
  • Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que nega irregularidades, estão envolvidos em áudios revelados pelo The Intercept.
  • A Agência Brasil tenta contato com os envolvidos, porém sem resposta até o momento.

Agência Brasil Operação da PF
Operação da PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que apura desvio de recursos públicos através de emendas parlamentares. Os principais alvos são o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Frias atua como roteirista e produtor-executivo na produção cinematográfica. A PF está cumprindo 49 mandados de busca e apreensão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os locais alvos estão entidades de Karina Gama, como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.

As investigações destacam a existência de uma organização criminosa que teria utilizado recursos públicos de forma irregular e sem a devida prestação de contas até julho deste ano. O montante desviado é estimado em centenas de milhões de reais.

Entre os possíveis crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e irregularidades em licitações. O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação.

Paralelamente, o STF investiga supostos repasses irregulares de R$ 61 milhões para financiar o filme a pedido do senador Flávio Bolsonaro, sob a relatoria do ministro André Mendonça. Este caso envolve o Banco Master.

O The Intercept revelou áudios de negociações entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, que nega vantagens indevidas e afirma que os recursos foram totalmente privados. A Agência Brasil tenta contato com os envolvidos, mas ainda não obteve resposta.

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Fonte: Agência Brasil