Política

STF exige explicações

Moraes exige resposta de Bolsonaro sobre uso de IA em vídeo

Decisão do STF dá 48 horas para defesa de Bolsonaro se manifestar sobre vídeo exibido pelo PL.

Teresinha Ferreira

29 de julho de 2026 às 00:57 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • Alexandre de Moraes, do STF, solicitou explicações da defesa de Jair Bolsonaro sobre vídeo com IA.
  • O vídeo simula apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro na Convenção do PL.
  • A resposta determinará possível infração das regras de prisão domiciliar de Bolsonaro.
  • Se não autorizado, poderia haver violação eleitoral por Flávio Bolsonaro e o PL.
  • O uso de "deep fake" é proibido por lei.
  • Bolsonaro está em prisão domiciliar por condenação de tentativa de golpe e não pode fazer manifestações políticas.

Agência Brasil Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro esclareça, em 48 horas, o uso de sua imagem e voz em um vídeo com inteligência artificial (IA). O material foi apresentado na Convenção Nacional do Partido Liberal (PL) no último sábado (25).

A determinação busca saber se Bolsonaro autorizou o vídeo que simula apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência. A resposta ajudará a verificar um possível descumprimento das condições de sua prisão domiciliar humanitária, podendo resultar na revogação do benefício.

Se Bolsonaro não consentiu, Moraes aponta que Flávio Bolsonaro e o PL podem ter cometido grave violação da legislação eleitoral, com riscos de inelegibilidade. A prática do vídeo, chamada de "deep fake", é expressamente proibida por lei.

O ministro ressaltou que, devido à condenação criminal definitiva por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de qualquer manifestação político-eleitoral direta ou indireta. A situação requer esclarecimentos urgentes para evitar desrespeito à ordem judicial.

Fonte: Agência Brasil