Política

RESTRIÇÕES VIOLADAS

Lindbergh pede ao STF revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta de Flávio

Deputado afirma que ex-presidente descumpriu restrições impostas por Alexandre de Moraes ao divulgar manifestação política por intermédio de terceiros

Da Redação

12 de julho de 2026 às 09:33 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Lindbergh Farias, deputado federal, protocolou uma petição no STF pedindo a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
  • O pedido foi motivado por uma carta atribuída a Bolsonaro, escrita durante uma visita familiar, que foi divulgada por Flávio Bolsonaro no YouTube.
  • A carta teria conteúdo político-eleitoral, violando as condições da prisão domiciliar impostas por Alexandre de Moraes.
  • Lindbergh alega que a leitura da carta configura conduta proibida, permitindo comunicação política de Bolsonaro através de terceiros.
  • Ele solicita a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro e o retorno ao regime fechado, caso as condições médicas permitam.
  • A petição inclui pedido de multa de R$ 100 mil a Flávio Bolsonaro por violar restrições da Justiça.
  • Lindbergh quer que o caso seja analisado pela PGR para possível responsabilização penal de Flávio Bolsonaro.
  • Solicita também a preservação da transmissão no YouTube e o reconhecimento formal da falta grave.

Reuters Jair Bolsonaro em casa, em Brasília, durante prisão domiciliar determinada pelo STF
Jair Bolsonaro em casa, em Brasília, durante prisão domiciliar determinada pelo STF

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou nesse sábado (11) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a revogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro e o retorno dele ao regime fechado. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.

A iniciativa ocorreu após a divulgação de uma carta manuscrita atribuída a Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo realizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a petição, o texto foi escrito pelo ex-presidente durante uma visita familiar autorizada e retirado da residência para ser lido integralmente no canal do senador no YouTube.

De acordo com Lindbergh, a carta possui conteúdo político-eleitoral, ao apresentar Flávio Bolsonaro como "porta-voz", declarar apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República e conclamar apoiadores a se unirem em torno do projeto político.

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 Lindberg Farias / Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara

Suposto descumprimento de decisão do STF

Na petição, o parlamentar argumenta que a divulgação da carta viola as condições impostas por Alexandre de Moraes para a manutenção da prisão domiciliar. Segundo o documento, a decisão do ministro proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, bem como divulgar vídeos, imagens ou manifestações por meio de terceiros.

O deputado sustenta que a leitura pública da carta configura exatamente a conduta vedada pela decisão judicial, ao permitir que o ex-presidente mantenha comunicação política com apoiadores por intermédio de outra pessoa.

Pedido de retorno ao regime fechado

Com base na Lei de Execução Penal, Lindbergh afirma que o eventual descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente caracteriza falta grave, o que justificaria a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao regime fechado, respeitadas as condições médicas necessárias para sua custódia.

Na petição, o deputado também pede que o senador Flávio Bolsonaro seja multado em R$ 100 mil por suposto ato atentatório à dignidade da Justiça, sob o argumento de que teria conhecimento das restrições impostas ao pai e, ainda assim, viabilizado a divulgação da carta nas redes sociais.

Além disso, Lindbergh solicita que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise de eventual responsabilidade penal do senador, bem como a preservação da íntegra da transmissão no YouTube, a manifestação da defesa de Jair Bolsonaro e da PGR e, ao final, o reconhecimento de eventual falta grave com a consequente revogação da prisão domiciliar do ex-presidente.

Fonte: Brasil 247