Política

INTeRVENÇÃO MILITAR

Itamaraty alerta sobre possível intervenção militar dos EUA no Brasil

Risco envolve classificações de facções criminosas como terroristas,segundo Itamaraty

Teresinha Ferreira

07 de julho de 2026 às 07:15 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Itamaraty alertou sobre o risco de ação militar dos EUA no Brasil após a classificação de facções CV e PCC como terroristas.
  • O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um documento destacando a possibilidade de uso de força militar em território brasileiro.
  • Esta classificação pode impactar a economia e soberania nacional, com medidas unilaterais dos EUA contra pessoas e organizações brasileiras.
  • Desde maio, PCC e CV foram designados como terroristas pelos EUA, com sanções contra brasileiros e empresas conectadas ao PCC.
  • Mauro Vieira destacou que não houve comunicação formal dos EUA sobre essas intenções.
  • As intervenções poderiam afetar áreas financeiras, migratórias e penais.
  • O chanceler alertou sobre a militarização das agendas regionais de combate ao crime organizado.
  • Enfatizou a diferença entre "crime organizado e terrorismo" conforme a legislação brasileira.

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que "há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro"
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que "há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro"

O Itamaraty alertou sobre o possível risco de ação militar dos Estados Unidos no Brasil após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Esta informação foi divulgada em respostas a requerimentos de deputados federais.

Em um documento recente, enviado em 1º de julho, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que "há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro". A resposta foi direcionada ao deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).

Conforme o chanceler, a classificação pode ter impactos significativos na economia e na soberania nacional. Ele mencionou que autoridades dos EUA poderiam aplicar medidas unilaterais e extraterritoriais contra pessoas e organizações brasileiras.

Desde maio, as facções PCC e CV foram designadas como terroristas pelos EUA. Recentemente, o Departamento de Tesouro dos EUA sancionou brasileiros e empresas por supostas conexões com o PCC.

No documento, Mauro Vieira reiterou que a ação poderia justificar intervenções extraterritoriais, especialmente nas áreas financeira, migratória e penal. Destacou ainda que "não houve comunicação formal dos EUA ao Brasil sobre essas intenções" e que essa classificação não beneficia a segurança dos países.

Em outra ocasião, respondendo a um requerimento do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o ministro já havia alertado sobre a possibilidade de militarização das agendas regionais de combate ao crime organizado.

O chanceler enfatizou que esta ação pode confundir as cooperações policiais entre os países, diferenciando "crime organizado e terrorismo" conforme a legislação brasileira.

Fonte: Agência Brasil



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