Política

STF questiona emendas

Flávio Dino cobra explicações do Congresso sobre emendas

STF dá 30 dias para Congresso detalhar destinação indevida de verbas do orçamento

Da Redação

14 de julho de 2026 às 15:58 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • O ministro Flávio Dino, do STF, pediu explicações ao Congresso sobre irregularidades em emendas parlamentares em 30 dias.
  • Ele criticou a influência de ex-parlamentares no uso das verbas orçamentárias, chamando isso de "terceirização de emendas".
  • A decisão de Dino acompanha bloqueios de bens de líderes políticos como Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, que teriam alocado emendas sem mandato.
  • Dino vê a administração informal de verbas por ex-parlamentares como violação dos princípios de moralidade e legalidade.
  • A decisão se apoia em relatórios do DenaSUS e CGU sobre abusos nas emendas na área da Saúde.
  • Dino solicitou esclarecimentos ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a entidades como Conass e Conasems.
  • AGU deve informar ações para punir os responsáveis por irregularidades.
  • O ministro é relator de um caso que questiona a transparência das emendas parlamentares.
  • Transparência é exigida na alocação das emendas, quanto ao parlamentar e ao destinatário final.

Agência Brasil Flávio Dino cobra explicações do Congresso sobre emendas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Congresso Nacional explique, em 30 dias, irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Dino criticou a prática de "terceirização de emendas", onde ex-parlamentares estariam influenciando o uso de verbas orçamentárias.

A decisão de Dino segue bloqueios recentes de bens de líderes políticos, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado Eduardo Cunha. Ambos teriam alocado emendas sem mandato. Para Dino, isso viola princípios constitucionais de moralidade e legalidade.

Em sua decisão, Dino considera "anômalo" que ex-parlamentares administrem quantias orçamentárias informalmente e direcionem ordens a funcionários legislativos. A medida tem como base relatórios do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que revelam abusos na área da Saúde.

O ministro também requisitou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes do Conass e Conasems esclareçam o uso temporário das emendas para cobrir despesas de custeio inadequadas.

A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, deve informar, no mesmo prazo, as ações para punir responsáveis pelas irregularidades destacadas nos relatórios da CGU.

Flávio Dino é relator de uma ação que questiona a transparência na alocação das emendas, parte das medidas do STF para corrigir distorções do chamado "orçamento secreto".

Emendas parlamentares permitem a deputados e senadores destinar verbas do orçamento federal, mas exigem transparência quanto ao parlamentar responsável e ao destinatário final dos recursos.

Fonte: Agência Brasil