Política

DEBATE SOBRE RACISMO

Holocausto cigano é tema de debate para combater racismo

Evento no Senado destaca importância da memória histórica contra intolerância

Teresinha Ferreira

04 de agosto de 2026 às 20:16

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  • A Comissão de Direitos Humanos realizou uma audiência sobre a memória do Holocausto Cigano e o combate ao anticiganismo.
  • A senadora Damares Alves destacou o genocídio de quase 500 mil ciganos no regime nazista.
  • A pesquisadora Aline Miklos ressaltou a importância do Mapa da Memória Romani como ferramenta de justiça e educação.
  • Hayanne Iovanovitchi defendeu a inclusão dos ciganos em políticas públicas e a memória do Holocausto Romani.
  • Igor Shimura alertou sobre o impacto do discurso de ódio e a importância da educação crítica.
  • Marcos Guimarães destacou as histórias de perseguição comuns a ciganos e judeus e a necessidade de preservar a memória.
  • Carlos Reiss apoiou o reconhecimento do dia 2 de agosto como o Dia Nacional em Memória do Holocausto Cigano.
  • O evento terminou com uma apresentação de dança em homenagem às vítimas.

Senado Notícias Memória do Holocausto Cigano
Memória do Holocausto Cigano

A Comissão de Direitos Humanos realizou nesta terça-feira (4) uma audiência pública para discutir a memória do Holocausto Cigano e estratégias contra o anticiganismo e outras formas de intolerância étnica. O evento reuniu pesquisadores, especialistas em direitos humanos e lideranças ciganas.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), idealizadora da audiência, ressaltou que quase 500 mil ciganos foram vítimas do regime nazista. Na ocasião, debatedores defenderam a memória histórica das vítimas como ferramenta educativa e de cidadania.

A pesquisadora Aline Miklos, do povo rom, destacou que relembrar o passado é essencial para enfrentar o racismo atual. Ela ressaltou que o Mapa da Memória Romani nas Américas serve como exemplo de justiça e reparação.

Hayanne Iovanovitchi, do Paraná, argumentou que manter viva a memória do Holocausto Romani é crucial para prevenir a repetição de ideologias de ódio. Ela defendeu a participação dos ciganos na formulação de políticas públicas.

Igor Shimura, cientista social, alertou sobre o poder destrutivo do discurso de ódio e a necessidade de educação crítica para evitá-lo. Ele enfatizou que a perseguição começa com a desumanização promovida pela linguagem.

Marcos Toyansk Guimarães, da USP, observou que ciganos e judeus compartilham uma história de perseguição, embora o reconhecimento da perseguição aos ciganos tenha demorado mais. Ele pediu a preservação da memória para combater o antissemitismo e o anticiganismo atuais.

O coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba, Carlos Reiss, apoiou a instituição do dia 2 de agosto como o Dia Nacional em Memória do Holocausto Cigano e a criação de um plano nacional de combate ao anticiganismo.

Ao final da audiência, membros da comunidade cigana de Trindade fizeram uma apresentação de dança em homenagem às vítimas do Holocausto Romani.

Fonte: Senado Notícias