Educação

Educação e Igualdade

Escolas públicas devem ter livros sobre igualdade de gênero

Projeto aprovado exige obras sobre equidade de gênero em bibliotecas escolares para promover educação e combate à violência.

Da Redação

20 de maio de 2026 às 18:42 ▪ Atualizado há 58 minutos

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  • Escolas públicas podem ser obrigadas a incluir obras sobre equidade de gênero e proteção às mulheres.
  • Projeto aprovado na Comissão de Direitos Humanos propõe mudança na Lei 12.244, de 2010.
  • Iniciativa visa incluir livros e periódicos sobre igualdade de gênero nas bibliotecas escolares, conforme orçamento.
  • Proposta da senadora Augusta Brito destaca a educação como ferramenta preventiva contra violência de gênero.
  • Em 2021, mais de 3.800 mulheres foram mortas violentamente no Brasil.
  • Projeto atual segue para a Comissão de Educação para análise e aprovação.

Escolas públicas devem ter livros sobre igualdade de gênero

Escolas públicas poderão ser obrigadas a disponibilizar obras sobre equidade de gênero e proteção às mulheres. É o que determina projeto aprovado na última quarta-feira (20) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O PL 577/2024 propõe alterar a legislação sobre universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país (Lei 12.244, de 2010) para que escolas públicas de educação básica incluam livros e periódicos sobre igualdade de gênero, conforme a previsão orçamentária.

A proposta, da senadora Augusta Brito (PT-CE), recebeu voto favorável da relatora, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Agora, o texto segue para a Comissão de Educação (CE).

“O respeito às mulheres também se aprende na escola, sobretudo no Brasil, onde esse tipo de violência lamentavelmente ainda é uma realidade cotidiana”, destaca Augusta. Ela acredita que disponibilizar essas obras é uma maneira preventiva de combater a violência contra mulheres e meninas.

De acordo com a autora, em 2021, 3.858 mulheres foram mortas de forma violenta no país, uma média de mais de dez mortes por dia, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além disso, Augusta ressalta que o Relatório Atlas da Violência de 2023 indicou um aumento de 0,3% na taxa de homicídios femininos de 2020 para 2021, enquanto a de homicídios gerais caiu.

Para Ivete, o projeto busca justiça e valoriza a leitura como ferramenta essencial para promover a coexistência humana.

“Nem só de violência vive o Brasil — ele vive também de sua capacidade de reagir a ela,” afirma a relatora em seu parecer.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Notícias



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